Soja: desvalorização de Chicago faz preços do mercado físico brasileiro caírem

Dia foi de poucos negócios, com as atenções voltadas para as lavouras e os danos causados pela falta de chuvas nos estados da região Sul e no Mato Grosso do Sul

| CANAL RURAL


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Os preços da soja recuaram no mercado físico brasileiro, seguindo a forte desvalorização de Chicago e a baixa do dólar. O dia foi, mais uma vez, de poucos negócios, com as atenções voltadas para as lavouras e os danos causados pela falta de chuvas nos estados da região Sul e no Mato Grosso do Sul.

Nesta sexta-feira (14), às 12hs, Safras & Mercado vai divulgar uma nova estimativa para a produção em 2021/22, contabilizando as perdas causadas pela falta de chuvas. Os números serão divulgados pelo Projeto Soja Brasil.

– Passo Fundo (RS): a saca de 60 quilos recuou de R$ 183,00 para R$ 182,00

– Região das Missões: a cotação baixou de R$ 182,00 para R$ 181,00

– Porto de Rio Grande: o preço caiu de R$ 187,00 para R$ 185,00.

– Cascavel (PR): o preço seguiu em R$ 172,50 a saca

– Porto de Paranaguá (PR): a saca caiu de R$ 178,00 para R$ 177,50

– Rondonópolis (MT): a saca baixou de R$ 174,00 para R$ 170,00

– Dourados (MS): a cotação recuou de R$ 167,00 para R$ 166,00

– Rio Verde (GO): a saca passou de R$ 163,00 para R$ 161,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços acentuadamente mais baixos. A previsão de chuvas para a Argentina determinou o movimento de correção. As precipitações amenizariam os impactos negativos do clima sobre o potencial produtivo daquele país.

Os efeitos da estiagem na Argentina, Uruguai, Paraguai e sul do Brasil estão levando institutos e consultorias a reduzir a previsão para a safram sul-americana. Os preços em Chicago atingiram os maiores patamares em seis meses por conta deste corte previsto.

A condição da soja na Argentina piora, devido às secas decorrentes da intensa onda de calor que atinge o país, segundo estimativas de analistas da Bolsa de Cereais de Rosario (BCR). Dessa forma, analistas reduzem a produção de soja de 48 para 40 milhões de toneladas.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2021/22, com início em 1 de setembro, ficaram em 735.600 toneladas na semana encerrada em 6 de janeiro. O número representa um avanço de 92% frente à semana anterior e uma retração de 1% sobre a média das últimas quatro semanas. A China liderou as importações, com 301.800 toneladas.

Para a temporada 2022/23, foram mais 183 mil toneladas. Analistas esperavam exportações entre 400 mil e 1,6 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 22,00 centavos de dólar por bushel ou 1,57% a US$ 13,77 1/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 13,87 1/4 por bushel, com perda de 21,00 centavos ou 1,49%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 7,30 ou 1,75% a US$ 408,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 58,44 centavos de dólar, com baixa de 0,93 centavo ou 1,56%.

Câmbio

O dólar comercial fechou em R$ 5,529, com queda 0,10%. Acompanhando o movimento do exterior, a moeda norte-americana operou em baixa durante grande parte da sessão. A tendência, porém, é que o endurecimento da política monetária nos Estados Unidos reverta este quadro e o dólar volte a subir.



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