Preços da soja caem R$ 4 em duas praças e R$ 6 em outra

No entanto, contratos futuros negociados em Chicago fecharam a quarta-feira com valores mais altos

| CANAL RURAL


Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA
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O mercado brasileiro de soja teve um dia travado e de preços nominais. O dólar caiu forte e pesou sobre as cotações em algumas praças, mas não há negócios. Os agentes acompanharam um relatório sem surpresas do USDA e seguem monitorando a questão do clima.

– Passo Fundo (RS): a saca de 60 quilos recuou de R$ 184,00 para R$ 183,00

– Região das Missões: a cotação baixou de R$ 183,00 para R$ 182,00

– Porto de Rio Grande: o preço caiu de R$ 188,00 para R$ 187,00

– Cascavel (PR): o preço recuou de R$ 176,50 para R$ 172,50 a saca

– Porto de Paranaguá (PR): a saca caiu de R$ 182,00 para R$ 178,00

– Rondonópolis (MT): a saca seguiu em R$ 174,00

– Dourados (MS): a cotação subiu de R$ 166,00 para R$ 167,00

– Rio Verde (GO): a saca passou de R$ 169,00 para R$ 163,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais altos. O mercado teve um dia de muita volatilidade, aguardando o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e depois avaliando os números, considerados neutros. A preocupação com as lavouras sul-americanas preponderou e sustentou as cotações no final da sessão.

Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA

O relatório teve duas sinalizações distintas. O USDA elevou safra e estoques dos Estados Unidos, mas cortou significativamente os estoques globais e também reduziu as estimativas para a produção do Brasil, da Argentina e do Paraguai, já refletindo os problemas com o clima.

O USDA indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,435 bilhões de bushels em 2021/22, o equivalente a 120,7 milhões de toneladas. Em dezembro, a estimativa era de 4,425 bilhões de bushels ou 120,43 milhões de toneladas. O número ficou dentro da expectativa do mercado.

Os estoques finais estão projetados em 350 milhões de bushels ou 9,53 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 349 milhões ou 9,45 milhões de toneladas. No relatório anterior, a previsão era de 340 milhões ou 9,25 milhões de toneladas.

O relatório projetou safra mundial de soja em 2021/22 de 372,56 milhões de toneladas, contra 381,78 milhões em dezembro. Os estoques finais estão estimados em 95,2 milhões de toneladas. O mercado esperava por estoques finais de 99,3 milhões de toneladas. Em dezembro, o USDA indicou estoques de 102 milhões de toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 12,75 centavos de dólar por bushel ou 0,91% a US$ 13,99 1/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 14,08 1/4 por bushel, com ganho de 12,75 centavos ou 0,91%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 3,10 ou 0,75% a US$ 416,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 59,37 centavos de dólar, com alta de 0,50 centavo ou 0,84%.

Câmbio

O dólar comercial fechou em R$ 5,5350, com queda de 0,78%. O novo revés da moeda norte-americana deve-se ao movimento global de maior apetite ao risco e de enfraquecimento do dólar. Isso, contudo, pode mudar rapidamente, devido ao ainda conturbado cenário fiscal doméstico.



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