Soja: queda do dólar e Chicago volátil baixam os preços no Brasil

Produtores seguem atentos ao desenvolvimento das lavouras e ao início da colheita. Mercado aguarda divulgação de relatório do USDA, nesta quarta (12)

| CANAL RURAL


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Na véspera do relatório de janeiro do USDA, o mercado brasileiro de soja teve um dia de poucos negócios e de preços mistos e nominais. O dólar caiu forte e pressionou os referenciais. Chicago teve um dia volátil.

Os produtores seguem atentos ao desenvolvimento das lavouras e ao início da colheita. No Paraná, os trabalhos chegaram a 2%, conforme dados oficiais. Nos estados do Centro-Oeste e Minas Gerais, os trabalhos devem começar depois das chuvas e, ao contrário da região Sul, as expectativas são positivas.

– Passo Fundo (RS): a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 184,00

– Região das Missões: a cotação seguiu em R$ 183,00

– Porto de Rio Grande: o preço estabilizou em R$ 188,00

– Cascavel (PR): o preço recuou de R$ 177,50 para R$ 176,50 a saca

– Porto de Paranaguá (PR): a saca caiu de R$ 183,00 para R$ 182,00

– Rondonópolis (MT): a saca baixou de R$ 174,50 para R$ 174,00

– Dourados (MS): a cotação baixou de R$ 167,00 para R$ 166,00

– Rio Verde (GO): a saca passou de R$ 170,00 para R$ 169,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mistos, perto da estabilidade. O dia foi volátil, com os participantes posicionando suas carteiras à espera do relatório de quarta-feira (12) do USDA. As primeiras posições subiram e as mais distantes registraram perdas.

O mercado também acompanha de perto a situação das lavouras na América do Sul e tenta antecipar o tamanho dos prejuízos por conta do clima desfavorável. A Conab cortou sua projeção, mas o tamanho da redução foi considerado tímido.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 100.000 toneladas de soja ao México, a serem entregues na temporada 2021/22.

A produção brasileira de soja deverá totalizar 140,5 milhões de toneladas na temporada 2021/22, com aumento de 2,3% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 137,32 milhões de toneladas. A projeção faz parte do 4º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado nesta terça-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O USDA deve elevar as suas estimativas para os estoques de passagem e para a safra de soja dos Estados Unidos em 2021/22. O relatório de janeiro do Departamento será divulgado, às 14hs.

Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques de 349 milhões de bushels, contra 340 milhões de bushels indicados no relatório de dezembro. Para a safra, a previsão é de elevação para 4,435 bilhões, contra 4,425 bilhões do mês passado.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2021/22 de 99,3 milhões de toneladas, contra 102 milhões estimados em dezembro.

Os estoques trimestrais norte-americanos na posição 1o de dezembro deverão ficar acima do número indicado pelo Departamento em igual período do ano anterior.

A projeção é de analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais, que indicam estoques trimestrais de 3,11 bilhões de bushels. O relatório trimestral será divulgado às 14hs. Em igual período do ano anterior, o número era de 2,947 bilhões de bushels.

Em 1 de setembro, data do relatório anterior, os estoques estavam em 256 milhões de bushels.

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 1,75 centavo de dólar por bushel ou 0,12% a US$ 13,86 1/2 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 13,95 1/2 por bushel, com ganho de 1,75 centavo ou 0,12%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 3,20 ou 0,76% a US$ 413,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 58,87 centavos de dólar, com alta de 0,84 centavo ou 1,44%.

Câmbio

O dólar comercial fechou em R$ 5,5790, com queda de 1,67%. O tombo se deve a um movimento global de desvalorização da moeda norte-americana, em uma sessão marcada por baixa aversão ao risco.



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