Caso Henry: advogado de Monique entra com pedido de liberdade no STF

Defesa alega que prisão da mãe de Henry Borel é ilegal, já que não houve audiência de custódia para converter prisão

| R7 / RIO DE JANEIRO | RAFAELA OLIVEIRA, DO R7*, COM RECORD TV RIO


Advogado de Monique afirma que prisão é ilegal - Reprodução/Redes sociais
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O advogado de Monique Medeiros entrou com um pedido de liberdade no Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (23). Segundo a defesa da mãe de Henry Borel, a prisão é ilegal, já que não houve audiência de custódia para converter a prisão temporária em preventiva. O pedido está sob análise do Ministro Edson Fachin.

A professora está presa desde maio. Ela é acusada por envolvimento na morte do menino de 4 anos, em março deste ano. Monique e o namorado, ex-vereador Jairo de Souza Júnior, são réus por tortura e homicídio triplamente qualificado. 

No início do mês, Jairo teve o pedido de habeas negado pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Além de responder pela morte de Henry Borel, o ex-parlamentar virou réu por violência sexual contra uma ex-namorada há uma semana.

O casal teria esperado 39 minutos para socorrer a criança na madrugada do dia 8 de março até um hospital particular na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.  Segundo declarações do diretor da unidade de saúde, o corpo de Henry Borel já estava enrijecido quando o atendimento foi iniciado, com diversos hematomas.

Para a polícia, Monique e Jairo disseram que haviam encontrado Henry com os olhos virados e, depois, afirmaram que ele havia caído da cama. No entanto, o laudo do Instituto Médico Legal provou que a causa da morte do menino foi uma hemorragia interna por lesão no fígado, para a qual a possibilidade de queda é negada.

O documento atesta que Henry tinha 23 lesões e morreu entre 23h30 e 3h30, alvo de 'ações contundentes' que provocaram, inclusive, lesões na cabeça, rim e pulmão.

Menos de um mês antes da morte do menino, no dia 12 de fevereiro, houve um episódio de violência e Henry, mancando, e foi levado a um hospital particular da mesma rede em Bangu, também na zona oeste do Rio.

Para o delegado Henrique Damasceno, responsável pelas investigações da Polícia Civil, não resta dúvida sobre autoria do crime.

A primeira audiência do julgamento de Jairinho e Monique foi realizada no dia 6 de outubro. Na sessão, presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro, o advogado da mãe de Henry e um promotor de Justiça discutiram.

Na ocasião, a babá do Henry, Thayná de Oliveira, e o pai da criança, Leniel Borel, prestaram depoimento. Mais uma vez, a jovem mudou a versão sobre o caso, afirmando que nunca presenciou agressões sofridas por Henry por parte do padrasto Jairo.

Ela está sendo investigada por falso testemunho. Já Leniel afirmou na audiência que o filho não queria voltar para a casa da mãe e que a criança alegou: “a mamãe não é mamãe boa'. Ao todo, dez pessoas foram ouvidas e outras duas testemunhas não foram encontradas. 

*Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa



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