Mudanças de estilo de vida podem aliviar sintomas da menopausa

Emagrecer, incluir atividades físicas na rotina, comer de forma saudável e diminuir bebidas alcoólicas ajudam no climatério 

| R7 / SAúDE | DO R7


Atividades físicas podem ajudar mulheres no alívio dos sintomas da menopausa - EFE
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As mulheres já sabem que a partir dos 45 anos, mais cedo ou mais tarde, passarão pela fase da menopausa e junto com ela vêm todos os sintomas que incomodam o dia a dia feminino. Os efeitos mais comuns são ondas constantes de calor, que são os chamados fogachos; sono intercortado, transpiração excessiva, transtornos de humor, com algumas características depressivas, entre outras manifestações.

O tratamento, na maioria dos casos, é feito com uso de reposição hormonal ou remédios sem hormônio que amenizam os sintomas. Porém, um estilo de vida mais saudável pode ajudar a deixar esse período um pouco mais tranquilo.

O ginecologista Luciano de Melo Pompei, presidente da Comissão Nacional Especializada em Climatério da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), explica que alguns estudos mostram a melhora dos efeitos do climatério associada a um estilo de vida bom, já outros não relatam grandes mudanças. Porém ele ressalta que para a saúde da mulher de maneira geral é fundamental.

'Os estudos mostram que, principalmente os exercícios físicos, podem ter um impacto no alívio dos sintomas, mas menores. Ajuda nas ondas de calor? Ajuda, mas nem tanto. Já na saúde é fundamental. Ter atividade física adequada, alimentação correta, parar de fumar são mudanças importantes, principalmente, no futuro da saúde das mulheres e na prevenção de doenças', diz Pompei.

Já a perda de peso tem efeitos mais significativos no alívio de sintomas da menopausa. 'Muitas mulheres chegam nessa fase acima do peso e perder peso, retornar ao peso correto, contribui para a diminuição em algum grau dos fogachos', afirma o médico.

Quando o assunto é ser saudável, o consumo de bebidas alcoólicas não faz parte do planejamento. No caso das mulheres na menopausa, é mais contraindicados ainda. 'O álcool tem propriedades vasodilatadoras, por isso as pessoas quando bebem ficam com o rosto mais avermelhado, permite maior fluxo sanguíneo para a pele. E justamente essas ondas de calor decorre de uma vasodilatação desses vasos que levam o sangue para a pele. Uma redução na ingestão de bebidas alcoólicas por contribuir', orienta Pompei.

Outras sugestões apontadas por médicos é a redução de bebidas e alimentos estimulantes, como cafeína, chocolates e chás, e bebidas quentes.

'Procurar um estilo de vida que inclua exercícios físicos; ter alimentação saudável, pobre em carboidratos e rica em verduras, frutas, legumes, proteína, cálcio; parar de fumar; não exagerar na ingestão de bebidas é importante como um todo. Com relação ao climatério, vai aliviar um pouco os sintomas, mas na maioria dos casos, será necessário de tratamento medicamentoso', conta o ginecologista.

O tratamento considerado mais efetivo para acabar com os sintomas da menopausa é a reposição hormonal. Mas, algumas mulheres não podem ou não querem usar essa técnica e existem no mercado medicamentos não hormonais que podem aliviar parte dos efeitos que atrapalham as mulheres.

Muitas pessoas não gostam muito da ideia de usar hormônios, o médico explica que o uso é válido se existiram evidências que os benefícios superam os riscos.

'O medicamento é bem-vindo quando tem uma indicação correta, não existe contraindicação e a quando a paciente aceita. Na realidade ele é usado quando existe uma relação risco benefício favorável. Mas benefícios do que risco é uma escolha correta, não devemos dar remédios demais às pessoas, mas devemos usar quando necessário', conclui Luciano.

Em 11 de outubro é celebrado o Dia Mundial da Saúde Mental. Em meio à pandemia, às preocupações financeiras profissionais e ao distanciamento social, muitas vezes manter a mente saudável é tarefa difícil. Porém, a psicóloga Marilene Kehdi, especialista em atendimento clínico, ressalta a importância de não deixar o assunto de lado.  'Se a mente não está bem, isso vai refletir em todas as áreas da vida. Dar atenção e cuidar da saúde mental é cuidar da vida. É prevenir doenças físicas, enfrentar melhor os problemas e desafios da vida, ter um equilíbrio emocional', diz ela

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Saúde mental boa é essencial A especialista deu sete dicas do que fazer para se manter equilibrado: 'A primeira coisa que deve ser pensada é refletir sobre seu estilo e dinâmica de vida e entender que a saúde mental repercute em todos os aspectos da vida', alerta Marilene

Joel Carrett/EFE/EPA - 21.05.2021

Dormir bem Ninguém mantém a mente e o corpo saudáveis sem dormir corretamente. 'É fundamental ter um sono de qualidade, dormir e se renovar. Ao acordar renovado você reduz o risco de depressão. Pesquisas mostram que uma boa noite de sono alivia e melhora os sintomas de alguns transtornos mentais como ansiedade e estresse. Então é fundamental priorizar os horários de sono. Tem que ter horário para dormir, acordar, se alimentar, ter lazer, trabalhar e cuidar do sono', orienta a psicóloga

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Comer de forma saudável Esqueça os excessos de comidas gordurosas! 'Uma dieta saudável, com alimentação bem equilibrada, colabora para saúde mental, ajuda a melhorar as funções cerebrais, a evitar picos de açúcar no sangue e, com isso, a evitar picos de ansiedade, crises de ansiedade e de compulsão. Alguns alimentos interferem no humor, na energia, na cognição, na memória. Pesquisas indicam que uma boa alimentação melhora os sintomas de transtornos mentais como a ansiedade, ajuda a prevenir a depressão', afirma Marilene

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Ter amigos A vida social é importante para manter o equilíbrio. 'A solidão pode levar à depressão, então faz muito bem para a saúde mental manter as amizades verdadeiras, que você sente que lhe fazem bem, ter uma rede social em que você confia, gosta, se relacionar com outras pessoas através da internet, conversando diariamente. O convívio social faz muito bem, desde que faça você sentir boas energias e boas emoções', conta ela

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Não ficar grudado em celular, computador e rede social Ficar o tempo todo ligado em celular, computador, redes sociais, sem um momento para relaxar, não é indicado pela psicóloga

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Olhar o lado bom da vida! 'É preciso reservar tempo para ter lazer, valorizar as pequenas coisas, tudo de bom que acontece na vida, porque passar por situações de estresse uma vez ou outra é normal, entretanto o estresse crônico desencadeia vários sintomas, doenças físicas e mentais', orienta a psicóloga

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Procurar ajuda profissional A última dica, mas não menos importante: é preciso ficar atento às mudanças de comportamento e tristeza muito longas. 'A pessoa precisar prestar atenção se alguns sintomas ultrapassaram duas semanas. Por exemplo, uma tristeza persistente, uma apatia, uma ansiedade sobre a qual ela não tem controle, um estresse que já está causando sintomas físicos, quando ela perdeu alguém e não está conseguindo superar esse luto. Principalmente, em casos de separação, divórcio, situações que afetem a saúde mental. Se ultrapassar esse tempo, é importante procurar um profissional', finaliza Marilene 

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