Saúde
Fiocruz busca voluntários para testar pílula anti-covid em Mato Grosso do Sul
A pílula não será para tratar a doença, mas sim para prevenir
| CORREIO DO ESTADO / GABRIELLE TAVARES
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai iniciar novo estudo em Mato Grosso do Sul e busca voluntários para testar um medicamento de prevenção ao coronavírus.
De acordo com a Fiocruz, a instituição será responsável apenas pelas pesquisas locais, em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). O medicamento é da farmacêutica Merck.
A pílula não será para tratar a doença, mas sim para prevenir. Podem se voluntariar maiores de 18 anos que moram na mesma casa que pessoas que testaram positivo para Covid-19 e apresentaram ao menos um sintoma da doença, como febre, tosse ou perda de paladar e olfato.
Contudo, a pessoa infectada não pode estar internada, e seus familiares devem ter testado negativo para doença antes de receber o medicamento.
Além disso, há dois critérios em relação a vacina contra o coronavírus: não podem ter se vacinado; ou podem, desde que apenas ter sido imunizados com uma dose em prazo menor que seis dias.
O coordenador local será o membro da Fiocruz e professor da UFMS, Júlio Croda. A reportagem tentou contato com ele, mas não obteve respostas até o fim desta matéria.
Os participantes tomarão o remédio duas vezes por dia, durante cinco dias. Será administrado pílulas verdadeiras e placebos, e os pacientes serão monitorados pelas equipes.
A fase 3 do estudo clínico será iniciado na próxima semana no Brasil. Além de Mato Grosso do Sul, recebem a pesquisa os estados do Ri de Janeiro, são Paulo, Paraná, Rio Grande so Sul e Amazonas.
No mundo, o estudo está presente em países como a Guatemala, Argentina, México, Colômbia, França, Romênia, Japão, Peru, Filipinas, Hungria, Rússia, África do Sul, Turquia, Espanha, Ucrânia e Estados Unidos.
Nesta semana, a Fiocruz anunciou o cancelamento do estudo sobre a nova vacina contra a Covid-19 , do laboratório Sanofi, que recrutaria sul-mato-grossenses para testes.
Júlio Croda, coordenador da pesquisa, disse que a pesquisa foi cancelada por causa da dificuldade de encontrar voluntários com o perfil almejado.
O estudo precisava de 40 pessoas do Estado, maiores de 18 anos, que não haviam se vacinado e nem contraído o coronavírus.
A busca pelos voluntários começou quando mais de 69% da população estava vacinada com ao menos uma dose no Estado.
Atualmente, 76% da população tomou ao menos a primeira dose e 58% dispõe da imunização completa.
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