Trump ou Biden: americanos vão às urnas nesta terça-feira

Sob clima de polarização, eleição histórica pode ser judicializada

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Ex-vice-presidente Joe Biden enfrenta o candidato à reeleição Donald Trump (Montagem: Reprodução/CNN)
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Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para escolher quem deve ocupar a Casa Branca nos próximos quatro anos. Donald Trump (R), o atual presidente, disputa contra o ex-vice-presidente Joe Biden (D).

Quase 100 milhões de pessoas se anteciparam e já votaram. Boa parte votou pelo correio, o que fez com que o candidato à reeleição questionar a apuração.

A possível demora da apuração leva a um temor de que declarações antecipadas de vitória provoquem tensões sociais e levem incertezas sobre o resultado final.

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A Casa Branca espera realizar um evento sobre as eleições já na noite de terça, enquanto a campanha de Joe Biden aguarda o resultado para quinta (5) ou sexta-feira (6).

A eleição presidencial americana é indireta. Cabe ao Colégio Eleitoral, formado com delegados definidos pelas votações estaduais, escolher o próximo chefe do Executivo.

Cada estado tem o seu peso nesse colegiado e cada estado escolhe seus representantes a partir de regras e processos próprios.

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Na prática, o resultado é a transformação de uma eleição em 50 votações diferentes, em que algumas são mais decisivas do que outras.

Mas só é declarado vencedor o candidato que alcançar 270 votos no Colégio Eleitoral.

Alguns estados podem definir a eleição. São os chamados swing states, ou estados-chave.

A população desses locais não tem preferência por democratas ou republicanos, votando em um outro, em cada eleição.

Outros sempre vão por um único caminho. A Califórnia é um tradicional reduto democrata, enquanto o Texas opta pelos republicanos.

Entram na conta em 2020 também estados decisivos nos quais Hillary perdeu para Trump, mas Biden supera o atual presidente nas pesquisas de opinião.

Estão na lista dos locais decisivos, principalmente, os estados da Flórida, Pensilvânia, Arizona, Michigan e Carolina do Norte.

Tão decisiva quanto controversa, a eleição na Pensilvânia é um dos principais exemplos de uma potencial judicialização.

Lá, até a noite de sábado (31.10), 2 milhões de eleitores já haviam votado antecipadamente, sendo a imensa maioria (em torno de 1,5 milhão) de eleitores registrados no Partido Democrata.

A Suprema Corte autorizou o estado a contar os votos até sexta-feira. O presidente, no entanto, segue contestando a contagem prolongada dos votos, que ele chama de “terrível'.

Para analistas, a expressiva votação antecipada se dá pela pandemia de Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus).

Os primeiros resultados devem ser conhecidos entre a noite de hoje e a madrugada de quarta-feira (4). Porém, a totalização dos votos deve se arrastar pelas próximas semanas.

Caso o Colégio Eleitoral não chegue a um consenso, o Congresso americano decide. A Câmara dos Representantes elege o presidente e o Senado, o vice-presidente.

A Câmara tem maioria democrata, e o Senado está sob controle republicano. A posse está marcada para 20 de janeiro de 2021.

*(Com informações da CNN Brasil)



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