Aos 9 anos, José promete estudar muito só para não perder pescaria

| SUZANA SERVIAM / CAMPO GRANDE NEWS


José Ricardo tem 9 anos e já pescou de tudo. (Foto: Mirim Pantaneiro)
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Aos 9 anos, José Ricardo Leite Kassar ganhou o título de 'Mirim Pantaneiro', por conta da paixão que ele tem pela pescaria, que encanta até quem não entende nada do assunto. Nas redes sociais ele já chama atenção ao lado da família segurando peixe como gente grande e sem medo algum do pescado vivo.

Esses sentimentos ficam claros assim que o menino atende o telefone ao lado do pai e arrisca até uma aula sobre pesca. “Pegar o pintado é mais difícil porque ele é pesado, puxa muita linha e na boca dele parece que tem uma lixa. Quando você vai ver ele já fugiu e nem deu pra sentir', comenta.

Na conversa, fica evidente sua espécie preferida, o dourado, que é liberado a captura apenas no método pesque e solte. Segundo José Ricardo, a “barra de ouro', apelido carinhoso que o menino chama o peixe, pula muito, mas quando pega na isca artificial, é uma adrenalina só, porque é possível senti-lo na vara de pesca.

Inclusive, foi essa espécie que o levou a subir no pódio do 3° lugar na competição Rei do Rio, realizada em Corumbá. Por 1 cm de diferença, a única criança a participar do evento entre os competidores adultos, quase alcançou o 2° lugar. “É, mas eu não ligo para o lugar. Eu gosto mais é de participar, me divertir', diz.

A pescaria não é um dos esportes mais baratos e mesmo não sabendo quanto de dinheiro é preciso para investir, José parece perceber que é bastante. O indício é o sentimento de gratidão que o garoto faz questão de deixar registrado em todos os vídeos. “Agradeço porque são pessoas que eu amo e que me ajudam', finaliza.

José foi criado no Pantanal sul-mato-grossense, mas há poucos meses a família passou a morar no Tocantins. O pai, José Renato Ortiz, de 40 anos, fala que seu filho tem sentido muita falta de pescar em sua terra natal. Recentemente, estiveram visitando Mato Grosso do Sul. Foi por pouco que José Ricardo não veio.

Foi preciso negociar com a escola para o garoto se afastar por quinze dias. Devido ao amor do menino pela pescaria e sua dificuldade em adaptação, a liberação do colégio veio, mas com a condição de correr atrás do prejuízo. É isso que José Ricardo, o Mirim Pantaneiro tem feito. Cumprindo a promessa para não perder a pescaria que tanto adora.



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