Mulher com doença rara, morre após receber diagnósticos errados

Ela foi medicada com dipirona intravenosa, se descoberta a tempo a doença seria tratada apenas com o uso de antibióticos

| JD1 NOTíCIAS/MARCOS TENóRIO


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A diarista Giovana Barrera Cardoso, de 38 anos, faleceu nesta quarta-feira  (22), por conta de complicações resultantes de uma doença chamada escarlatina. O sepultamento ocorrerá na cidade Anastácio.

O irmão da vítima, Jonas Barrera Cardoso, informou que Giovana vinha sofrendo com muitas dores e chegou a procurar atendimento médico duas vezes. Ela foi medicada com dipirona intravenosa e liberada logo em seguida.

Segundo informações do site O Pantaneiro, Giovana só teve o diagnóstico correto depois que foi internada na unidade de tratamento intensivo (UTI) do Hospital Regional de Aquidauana, ela teria passado dias sem comer e com dificuldade de mobilidade. A doença, se descoberta a tempo, seria tratada apenas com o uso de antibióticos.

Nascida em Aquidauana e residente em Anastácio, Giovana trabalhava como diarista, principalmente na cidade vizinha de Miranda. Ela era solteira e deixa dois filhos.

O sepultamento será realizado na capela da Pax Vida, em frente ao Hospital de Anastácio, entre as 8h e as 10h desta quinta-feira (23).

A doença

Com apenas 15 mil casos registrados por ano no Brasil, e afetando principalmente crianças em idade escolar, a escarlatina é considerada muito rara. Ela é causada por uma bactéria chamada estreptococo beta hemolítico do grupo A e caracteriza-se como uma reação de hipersensibilidade às substâncias produzidas por essa bactéria no organismo. Por conta disso, seus efeitos podem variar em cada indivíduo.  



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