Soja: cotação recorde atrai produtores e MS deve expandir área na safra 2021/2022

| O PROGRESSO


Michael Araújo, presidente do Grupo Plantio na Palha - Crédito: Divulgação
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Mato Grosso do Sul já pode iniciar o plantio da safra de soja 2021/2022 a partir da próxima quinta-feira, 16 de setembro. No dia anterior termina oficialmente o vazio sanitário da soja no Estado, período de 90 dias onde o cultivo da oleaginosa fica proibido, sob o risco de penalidades. A semeadura da nova safra pode ser feita até 3 de fevereiro de 2022, mas no Estado a maior parte das áreas deverá ser plantada até o final de novembro. A estimativa é que haja ampliação de área no Mato Grosso do Sul, motivada pela cotação histórica da saca de soja, na casa dos R$ 155.

O engenheiro agrônomo Michael Araúo de Oliveira, presidente do GPP (Grupo Plantio na Palha) e diretor do Sindicato Rural de Dourados, explica que o mercado está bastante otimista para a próxima safra, após a frustração na safrinha de milho. Embora não haja ainda números oficiais, há previsão de ampliação da área plantada, com avanço de lavouras sobre áreas antes ocupadas por pastagem. “O mercado internacional para a soja está muito favorável, o que surge como oportunidade para abertura de novas áreas. Apesar da pecuária ser vantajosa, a agricultura é mais rentável neste momento”, avalia o especialista.

Hoje, a saca de soja está cotada na casa dos R$ 155 – historicamente o melhor preço para o grão, cuja cotação girava em torno de R$ 75 a R$ 90. Sem previsão de baixa, o bom momento no mercado anima e atrai novos produtores. “A soja está transformando algumas regiões no Estado, porque movimenta toda a cadeia da agricultura. Não é só o produtor que ganha; toda a economia do Estado se movimenta e fatura também”, afirma, ao destacar que o produtor está mais consciente, informado e atento às novas tecnologias no setor. 

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Dourados, Ângelo Ximenes, a previsão de área plantada para Dourados é de 210 mil hectares de soja, com ampliação de área com relação à temporada anterior. “No Estado, acreditamos que irá ultrapassar 3 milhões de hectares. Está todo mundo muito animado e a expectativa é muito boa”, garante. 

Desafios na nova safra Assim como no milho safrinha, uma das preocupações é com relação ao clima. A estiagem que afetou o milho também poderá impactar a soja, já que o controle de ervas daninhas e aplicação de calcário estão atrasados. Após estas etapas, os produtores aguardam uma chuva de pelo menos 40 a 60 milímetros para, então, iniciar o plantio.

Outro desafio é a escassez de palhada para os produtores que fazem o plantio na palha, técnica importante para a conservação de água no solo, redução na aplicação de herbicidas, manutenção macrobiológica e combate à erosão. “O clima adverso na safra de inverno também afetou a formação de palhada, então já sabemos que este será um grande desafio para os produtores do Estado”, garante Michael.



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