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Arroba do boi gordo tem nova valorização nos mercados interno e externo. Segunda onda de coronavírus segue no radar dos investidores

| CANAL RURAL/POR FELIPE LEON, COM AGêNCIAS DE NOTíCIAS


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Em seu levantamento diário de cotações no mercado físico, a Scot Consultoria registrou ofertas de compras chegando a R$ 275 por arroba do “Boi China', padrão de animais jovens com destino ao mercado chinês. Em São Paulo, a consultoria registrou alta de R$ 2 por arroba, com a cotação alcançando R$ 271, preço bruto e à vista.

Na B3, o dia foi marcado por ajustes menores nos contratos mais curtos, porém, com novas valorizações nos mais longos. Para novembro, o preço passou de R$ 286 para R$ 285,55 e para dezembro de R$ 289,85 para R$ 289,65. Entre janeiro e maio de 2021, os vencimentos subiram acima de 2% e já se encontram maiores que R$ 270 por arroba.

As cotações do milho no mercado físico brasileiro tiveram mais um dia de avanço por causa da retenção de oferta por parte dos vendedores, de acordo com a consultoria Safras & Mercado. Em Campinas (SP), a saca passou de R$ 83,50 para R$ 84,50 e em Paranaguá (PR), de R$ 79 para R$ 81.

No mercado futuro, na bolsa brasileira e em Chicago, as cotações do cereal recuaram. No exterior, as quedas foram influenciadas por um movimento global de redução dos preços de commodities, reflexo do aumento de casos de coronavírus no Hemisfério Norte. Na B3, o recuo das cotações acompanhou o cenário externo e mais do que compensou a nova alta do dólar frente ao real.

Apesar da lentidão no mercado da soja e de preços regionais, a consultoria Safras & Mercado segue registrando valorização da saca. Em Cascavel, no Paraná, um novo recorde foi alcançado, com a saca saltando de R$ 172 para R$ 177. Outras elevações aconteceram em grande parte das praças pesquisadas.

O produtor segue focado no avanço do plantio, mas aproveitou novas máximas do dólar para vender o pouco do produto que ainda tem em mãos, segundo a consultoria. A queda da oleaginosa em Chicago foi compensada pela desvalorização da moeda brasileira em relação ao dólar.

Com o avanço de casos de coronavírus na Europa e nos Estados Unidos, o café sentiu a pressão de baixa observada em outras commodities agrícolas. Com isso, os preços do arábica na Bolsa de Nova York interromperam a tentativa de recuperação e recuaram 1,82%, para US$ 1,05 por libra-peso.

No Brasil, a alta do dólar em relação ao real sustentou as cotações do café arábica no mercado físico e compensou as quedas observadas no exterior. No sul de Minas Gerais, o arábica bebida boa com 15% de catação terminou o dia em R$ 530/535 a saca, estável.

As bolsas globais tiveram um dia de fortes perdas com a preocupação de imposição de lockdowns nos Estados Unidos e em países europeus. O aumento de casos de coronavírus tem trazido à tona o medo de que a economia global sofra impactos negativos novamente com a restrição à circulação de pessoas.

Os mercados tentam uma recuperação técnica e escorada na possibilidade de novas medidas de estímulo à economia global. A expectativa positiva também fica depositada no avanço das vacinas que estão sendo produzidas contra a Covid-19.

Como era amplamente aguardado pelos investidores, o Banco Central decidiu, de maneira unânime, pela manutenção da taxa Selic em 2% ao ano. Porém, a expectativa era de que os diretores do Comitê de Política Monetária (Copom) atualizassem o balanço de riscos dando mais peso ao cenário fiscal, motivo de grande preocupação no mercado. Além disso, havia expectativa também de retirada de trecho do comunicado que prevê possibilidade de um espaço pequeno para novos cortes de juros.

Portanto, a comunicação do Banco Central veio em direção diferente da projetada pelos investidores e pode pressionar por novas valorizações do dólar ante o real. Esse cenário traria novas pressões inflacionárias nas commodities e nos produtos industriais. Na próxima terça-feira, 3, a ata da reunião será divulgada e poderá trazer atualização da discussão sobre o balanço de riscos para a inflação nos próximos anos.



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