Com números da covid em queda, noivos já entram na fila para casar em 2023

| MAURíCIO RIBEIRO / CAMPO GRANDE NEWS


Igreja São Francisco, que também já está com a agenda cheia. (Foto: Kosie Ainoã)
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Tempos difíceis com agendas esvaziadas e muita incerteza agora parece passado. Os profissionais e empresas do ramo de festas e eventos começam a virar a página da dureza nos longos últimos meses. Com os números da covid-19 em queda a espera por uma data para se casar em algumas das mais tradicionais igrejas da Capital pode ficar para 2023.

Segundo a secretaria da Igreja São José, só há a possibilidade de vaga para 2021 ou 2022 por conta da desistência de noivos. No Santuário do Perpétuo Socorro as coisas não são muito diferentes: até pode-se encontrar alguma coisa para antes, mas agenda certa mesmo, só em 2023.

Segundo o sacristão da Paróquia São Francisco de Assis,  Luiz Eduardo Celaia (26), sob condições normais são celebrados anualmente entre 60 e 70 casamentos, com a chegada da pandemia esse número caiu para menos da metade.

Agora, com Campo Grande encabeçando a lista de capitais que mais vacinam no País, os números já lembram o período pré-pandemia, com a realização de seis casamentos por mês na Paróquia. Para tanto, a secretaria da igreja tem orientado aos noivos remarcar as cerimônias em horários alternativos, uma forma de evitar imprevistos e aumentar as possibilidades de agendamento.

'Por conta do toque de recolher que sofre mudanças frequentemente, a gente aconselha para que os casamentos sejam marcados nos períodos da tarde, por exemplo', explica o sacristão.

Estratégia adotada pelo assistente em auditoria Luís Felipe (40) e pela jornalista Antonielly Maciel (35), que se casarão no próximo dia 7 de agosto, às 16h.

'Nosso casamento estava marcado para 21 de novembro do ano passado, mas com a pandemia em alta, fomos obrigados a adiar. Todo mundo adiou, então a gente preferiu o segundo semestre, até porque o primeiro era prioridade de quem casaria no início do ano passado' conta ela, a menos de um mês de subir ao altar.

Até as tradicionais feiras de noivas em Campo Grande, que reúnem fornecedores, voltaram após um ano e três meses de atividades quase totalmente paralisadas, lembra o cerimonialista Antônio Osmânio.

“Tivemos 37 casamentos adiados nesse período. É muito bom ver as coisas voltando a acontecer. Durante o período mais crítico da pandemia  só podíamos realizar eventos como os chamados mini weddings, que são as cerimônias com cerca de 50 pessoas, o que não animava a maioria das noivas, agora já podemos fazer coisas maiores com 50% da capacidade do local escolhido', disse o profissional.

A reaquecimento do setor também é celebrado pelo decorador André Furquim, que aponta o avanço nas vacinações como fator determinante para que as pessoas se sintam seguras e voltem a pensar e planejar festas. 'O nosso setor foi bastante prejudicado mas agora tudo vai começar a melhorar. Acredito que a partir de setembro já tenhamos o retorno das festas maiores que tinham sido adiadas. Será força total em 2022!', espera.



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