Esportes
Análise: desfalques e falta de eficiência impedem reação do Corinthians no Brasileirão
Extensa lista de baixas e ausência de encaixe ajudam a explicar a derrota para o Coritiba fora de casa
| GLOBOESPORTE.COM / YAGO RUDá
Pela segunda rodada seguida, o Corinthians foi derrotado no Campeonato Brasileiro. Desta vez para o Coritiba, por 2 a 1, no Couto Pereira. O resultado fez a equipe cair para a décima colocação com 32 pontos, podendo perder mais uma posição na tabela em caso de vitória do Botafogo sobre o Athletico-PR na noite desta segunda-feira.
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O tropeço corintiano está diretamente relacionado à ineficiência do sistema ofensivo em meio aos desfalques de Yuri Alberto, Rodrigo Garro, Matheuzinho, Matheus Bidu, Hugo Souza, Kayke, Vitinho, Zakaria Labyad e André. Com pouquíssimas opções disponíveis, o técnico Fernando Diniz tem, semana após semana, apostado em Pedro Raul como referência na frente.
A escolha não tem dado certo.
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Por um lado, o desenho tático da equipe não está montado para funcionar com um centroavante especialista na bola aérea e de baixa mobilidade. A equipe atua com apenas um ponta aberto pelas beiradas do campo e tem, por característica, a construção pelo chão em associações de passes curtos.
Na outra ponta dessa equação, está o próprio Pedro Raul, que não atravessa seu melhor momento técnico na carreira. Em que pese os dois gols recentes contra Internacional e Red Bull Bragantino, o camisa 18 tem encontrado dificuldades para reter a bola na frente e até mesmo para se impor nas disputas de bola aérea.
Foi nesse contexto de uma extensa lista de desfalques e ineficiência ofensiva que o Corinthians sucumbiu em Curitiba.
No intervalo da partida, Diniz identificou os problemas e buscou corrigi-los com as entradas de Memphis Depay e Matheus Pereira e, ao longo do segundo tempo, com Dieguinho, Lingard e Gui Negão. A equipe melhorou, controlou a posse de bola, ocupou o campo de defesa do adversário, porém não conseguiu driblar sua falta de eficiência na frente.
Ao fim do jogo, o Corinthians registrou 17 finalizações na partida. O número, embora seja alto, não reproduz o que foi a partida no Couto Pereira.
Afinal, apenas em três oportunidades, o time mandou a bola na direção do alvo - o gol de cabeça marcado por Raniele nos acréscimos do segundo tempo, uma finalização de fora da área de Memphis Depay e um cabeceio de Gustavo Henrique na etapa inicial.
No mundo ideal, o Corinthians deveria se ver obrigado a vasculhar o mercado e reforçar seu elenco para oferecer mais e melhores opções à comissão técnica.
Contudo, o clube está afundado em uma grave crise financeira, possui três transfer bans ativos e não fará contratações. Caberá a Fernando Diniz quebrar a cabeça, trabalhar variações e encontrar soluções com ou sem o retorno de seus principais jogadores.
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