Presidente do Sindicato Rural de Dourados critica falta de decisão judicial em conflitos indígenas

| DOURADOSNEWS / FABIANE DORTA


Gino José Ferreira, presidente do Sindicato Rural - Crédito: Clara Medeiros / Dourados News
publicidade

Cotações

Depois de um conflito envolvendo indígenas e funcionários de uma propriedade rural em Dourados, o presidente do Sindicato Rural Gino José Ferreira alegou que vê com ‘tristeza’ a situação que se arrasta há décadas, culpa o poder judiciário pela falta de solução e diz que ‘não tem o que fazer’ além de dar suporte às famílias através de ‘apoio moral’.

“O Poder Judiciário brasileiro deve isso a nós. Eu acho que tudo o que acontecer de coisas, de imprevistos ali, nesse confronto ali, o culpado é um poder judiciário que não decide. Os índios, são 'alimentados' a invadir propriedades rurais, propriedades privadas, esbulhar e o judiciário não faz nada. E, quando faz aqui na primeira instância, vem ordem da segunda instância para suspender tudo”, afirma Gino.

Questionado se a entidade adotaria alguma medida em relação à situação, ele diz que “não adianta entrar na justiça, se [a justiça] legaliza invasão”, porque em sua visão, “a terra é de quem tem a escritura” e o judiciário estaria indo na contramão disso ao permitir a permanência dos indígenas na área.

“A sociedade precisa de pacificar e o judiciário tem que decidir, ou de um lado ou do outro, tem que decidir. Nós temos que saber quais são os nossos direitos e deveres”, alega, lembrando que se a alternativa for indenizar o produtor adquirindo a área para destinar aos indígenas, que isso deveria ser adotado.

Ao mesmo tempo relembrou a aquisição de propriedade que era alvo de conflitos agrários há décadas na cidade de Antônio João, na fronteira com o Paraguai, para destinação aos indígenas. Ele diz que os produtores venderam porque estava “invadida” e não tinham mais o que fazer. Ferreira acredita que essa situação teria despertado “nos indígenas a possibilidade de comprar todas as áreas invadidas do Brasil. O governo tem dinheiro para isso? Não tem”, afirmou.

“Primeiro tem que cumprir a lei, não pode invadir. O grande problema dos conflitos agrários é invasão e quem tem que manter a ordem não mantém a ordem”, afirmou dizendo ainda que, se os indígenas não ingressassem nas propriedades, não haverá conflito.

O CASO

O confronto mais recente registrado em Dourados foi nesta quarta-feira, dia 19, em uma fazenda às margens do Anel Viário na região de acesso à MS-162, em Dourados.

Cinco indígenas foram presos, sendo um homem de 47 anos e quatro mulheres de 19, 27, 32 e 33 anos. Outras pessoas que estavam no local conseguiram fugir em direção à mata e não foram identificadas.

O conflito começou entre a segunda-feira, dia 17, e a terça-feira, dia 18, quando um grupo de indígenas teria ingressado na fazenda.

Na manhã de quarta-feira, equipes da Polícia Militar foram até o local e encontraram barracas instaladas na área. De acordo com o boletim de ocorrência, eles teriam sido recebidos por arremessos de pedras e lançamento de flechas. Um policial foi lesionado com uma pedrada na perna esquerda e sofreu lesão leve.

Foram apreendidas no local duas lanças, uma foice, um facão, duas facas e cinco instrumentos artesanais conhecidos como ‘miguelitos’, utilizados para perfuração de pneus.

No final da tarde, houve um incêndio na pastagem.  



Clique aqui e confira as últimas notícias de Itaporã! 

Siga o Itaporã News no Youtube!

Grupo do WhatsApp do Itaporã News Aberto!

WhatsApp. VIP do Itaporã News clicando aqui!"

WhatsApp do Itaporã News, notícias policiais!

"Ao vivo a programação da Alternativa FM de Itaporã."