Dourados
Preço da cesta básica cai pelo segundo mês seguido em Dourados
| DOURADOSNEWS / FABIANE DORTA
O preço da cesta básica caiu pelo segundo mês consecutivo em Dourados. O valor chegou a R$ 709,69 em julho, 7,16% a menos do que o contabilizado em junho.
A diferença em dinheiro é de R$ 138,79 no orçamento da família. Com esse valor é possível comprar 36 litros de Etanol num dos postos da cidade ou 3,12 kg de carnes como coxão mole, coxão duro e patinho, cujo preço médio do quilo é de R$ 44,54.
O levantamento e análise são do Projeto de Extensão “O Comportamento dos Preços da Cesta Básica no Município de Dourados” do Curso de Ciências Econômicas da Face/UFGD (Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia da Universidade Federal da Grande Dourados).
Conforme o estudo, nove dos 13 itens que compõem a cesta básica tiveram queda de preço em julho. A maior foi alcançada pela batata (-28,95%), seguida pelo tomate, carne (-7,70%), café (-4,11%), feijão (-3,32%), açúcar (-2,58%), margarina (-2,34%), óleo de soja (-1,63%) e arroz (-1,56%).
Somente quatro produtos aumentaram de preço, sendo a banana (+7,09%), o leite (+6,12%), farinha de trigo (+4,60%) e pão francês (+0,40%).
Os pesquisadores usam como referência os itens que compõe a cesta básica estabelecidos pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), utilizados por lei nos cálculos da composição do salário mínimo.
Para se ter uma ideia, apesar da queda, o trabalhador douradense que recebe os R$ 1.621 equivalentes ao mínimo, precisou trabalhar 96 horas e 19 minutos e desembolsar 43,78% da renda somente para comprar alimentos em julho.
A análise divulgada aponta que vale a pena fazer uma pesquisa própria antes de sair às compras, devido à diferença significativa de preços entre os estabelecimentos.
Pesquisa do Procon (Programa Municipal de Defesa do Consumidor) teria apontado para uma divergência de 17,39% ou R$ 138,79 pelos mesmos produtos, dependendo o supermercado de escolha.
A queda nos preços alcançada em julho é maior do que a que havia sido contabilizada em junho, de 5,31% em relação a maio. A redução começa depois de cinco meses de alta nos preços.
“Tanto o tomate como a batata estavam se elevando muito até o mês de maio corroborando com o aumento da Cesta. E estes mesmos produtos também aumentaram muito de preços nos outros Estados do país “, detalha a análise do estudo, assinada pelo economista e professor do projeto Enrique Duarte Romero.
Ele ainda pontua que a queda acentuada aconteceu mesmo com o recrudescimento das tensões no campo internacional. “Apesar desta situação, os preços dos produtos derivados do petróleo ainda estão estabilizados”, esclarece o professor.
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