De escola pública inédita a lixo e abandono: o legado da Rio 2016 dez anos depois

Na semana que marca uma década dos Jogos, o ge mostra o contraste entre o abandono do Parque dos Atletas, o sucesso de escolas públicas e o impasse financeiro em arenas de Deodoro

| GLOBOESPORTE.COM / FLáVIO DILASCIO


Legado olímpico Rio 2016 Parque dos Atletas — Foto: André Durão
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Lixo, mato alto e moradores de rua, em uma área particular abandonada de 150 mil metros quadrados no Rio de Janeiro. Esse é o retrato do Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca, um dos pontos negativos do legado olímpico da Rio 2016 para a cidade. Ali perto, porém, no Parque Olímpico, está o Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado, considerado um projeto exemplar no setor da educação. Há também o moderno Centro de Treinamento Time Brasil, no Maria Lenk, e o Parque Radical de Deodoro, com o Estádio Olímpico de Canoagem Slalom e o Centro Olímpico de Ciclismo BMX, ambos utilizados pelo alto rendimento.

Nesta primeira semana de agosto, na marca de 10 anos da primeira Olimpíada realizada na América do Sul, o ge.globo mostra como estão todas as instalações construídas e utilizadas naqueles Jogos.

Um Rio de contrastes

Se o Parque dos Atletas se destaca como um dos legados que não funcionaram, a poucos quilômetros dali, na Arena Carioca 3 está o Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado, considerado um projeto exemplar no setor da educação. Inaugurado em fevereiro de 2024, o GEO abriga 875 alunos, que estudam em horário integral e aliam as aulas convencionais à prática de modalidades olímpicas. A Arena Carioca 3, inclusive, é a única instalação olímpica do mundo que foi transformada em escola pública.

As vizinhas Arenas Cariocas 1 e 2 estão cumprindo funções diferentes. Enquanto a primeira é gerida pelo Ministério do Esporte e recebe eventos esportivos regularmente, a segunda está sob administração do Ministério da Educação, que reforma o local para inaugurar uma unidade do Instituto Federal de Educação.

Perto dali está o moderno Centro de Treinamento Time Brasil. Gerido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), o CT está abrigado dentro do Parque Aquático Maria Lenk. No complexo também há o Centro de Treinamento da Ginástica Brasileira, além da parte de esportes aquáticos. Os três equipamentos são tido como referências para o esporte de alto rendimento.

Há também as estruturas da Rio 2016 que foram desmontadas e usadas como legado em outros locais. São elas o Estádio Aquático Olímpico e a Arena do Futuro, ambos construídos no Parque Olímpico. A Arena do Futuro deu origem a quatro Ginásios Educacionais Tecnológicos (GETs), beneficiando cerca de 1,7 mil alunos da rede pública municipal. Já as estruturas da arquibancada e cobertura foram doadas ao Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, de propriedade da Portuguesa-RJ.

Já o Estádio Aquático Olímpico teve a sua piscina transferida para o Parque Oeste, em Inhoaíba, em dezembro de 2025. Parte das instalações do antigo estádio também foram cedidas ao Bangu Atlético Clube, que as aproveitou na cobertura da sua sede social.

O ge.globo também esteve em Deodoro, na Zona Oeste, na área hoje chamada de Parque Radical. É lá onde estão o Estádio Olímpico de Canoagem Slalom e o Centro Olímpico de Ciclismo BMX, que seguem funcionando a pleno vapor.

A vizinha Arena da Juventude, porém, está fechada desde março de 2025. Situação semelhante vivem o Centro Nacional de Hipismo, o Centro Olímpico de Tiro e o Centro Olímpico de Hóquei. O Exército, proprietário de todos esses espaços, alega que Ministério do Esporte parou de realizar o repasse anual de 20,5 milhões necessário para a manutenção dos equipamentos. O Governo Federal, por sua vez, considera o valor alto. O impasse entre os dois órgãos já dura um ano e meio.

Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio foram realizados sob um investimento total de R$ 43,75 bilhões, sendo R$ 21,52 bilhões oriundos dos cofres públicos. Somente o Parque Olímpico da Barra da Tijuca custou R$ 2,34 bilhões. O complexo ocupa uma área de 1,2 milhão de metros quadrados na chamada região da Barra Olímpica.

Confira como estão as principais instalações olímpicas da Rio 2016:

Região da Barra da Tijuca

Considerada o "Coração dos Jogos Olímpicos do Rio", a Barra da Tijuca foi a região da cidade que mais se transformou. É nela que está localizado o Parque Olímpico, com 118 hectares de área (1.180. 000 metros quadrados). Dentro dele estão o Parque Aquático Maria Lenk (CT Time Brasil), a Arena Olímpica da Barra (Farmasi Arena), as Arenas Cariocas 1, 2 e 3, o Velódromo, o Parque Rita Lee, o Centro Olímpico de Tênis e a área do Rock in Rio, onde estão os antigos centros de imprensa (IBC e MPC).

Fora do Parque Olímpico, há o Parque dos Atletas, que servia como área de convivência da Vila Olímpica. Também há a antiga Vila Olímpica da Rio 2016, que foi transformada em empreendimento imobiliário logo após os Jogos. Chamado de Ilha Pura, o bairro planejado conta com 31 prédios, distribuídos em sete condomínios independentes.

Veja como está a situação de cada um:

PARQUE DOS ATLETAS

É o equipamento mais problemático do legado olímpico. Usado como extensão da Vila Olímpica da Rio 2016, o Parque dos Atletas compreende uma área de 150 mil metros quadrados na Avenida Salvador Allende e custou R$ 44 milhões . Na Rio 2016, o local foi utilizado como área de lazer e circulação dos atletas nos momentos de folga.

Chamado antes de Cidade do Rock, o Parque dos Atletas também foi a primeira instalação olímpica a ficar pronta. Concluído em agosto de 2011, o local abrigou três edições do Rock In Rio (2011, 2013 e 2015), recebendo shows icônicos como os de Beyoncé, Rihanna, Elton Jhon e Red Hot Chili Peppers.

Só que os dias de glamour ficaram para trás. Desde o fim da Rio 2016, o local foi abandonado e as suas grades de proteção destruídas. Na visita ao parque, o ge.globo constatou muito lixo, entulhos, mato alto e a presença de moradores de rua no espaço interno. Segundo vizinhos, a área é perigosa e quase não recebe visitantes.

Apesar de aberto ao público, o Parque dos Atletas é uma área particular. Procurada pelo ge.globo, a Prefeitura do Rio informou que não pode revelar quem é o proprietário devido a uma cláusula de sigilo.

PARQUE MARIA LENK (CT TIME BRASIL)

Apesar de inaugurado em 2007 para o Pan-Americano do Rio, o Parque Aquático Maria Lenk foi impulsionado pelas Olimpíadas de 2016. Nove anos antes, o complexo recebeu as competições de natação, nado artístico e saltos ornamentais dos Jogos Pan-Americanos de 2007. Já na Rio 2016, o complexo abrigou as provas do nado artístico, saltos ornamentais, além do polo aquático.

Administrado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), o Maria Lenk ganhou um centro de treinamento de ginástica a partir de 2015. Pouco depois, o complexo virou o centro de treinamento oficial do Time Brasil ao ganhar também uma sala de força e condicionamento, sala de treino funcional, sala de esportes de combate, área de descanso e laboratório olímpico.

Apesar de receber o nome de "Parque Aquático" e contar com piscina, plataforma de salto e toda a estrutura para a prática de esportes aquáticos, o complexo abriga atletas de diversas modalidades. O COB possui concessão da Prefeitura do Rio para administrar o Maria Lenk até 2048.

ARENA CARIOCA 1

Era usada, principalmente, pelo basquete nas Olimpíadas do Rio. Atualmente pertence ao Governo Federal, administrada pelo Ministério do Esporte. O local é utilizado atualmente para eventos esportivos e atividades abertas ao público. Em 2025, a arena recebeu o Mundial de Ginástica Rítmica . Já este ano, a Arena Carioca 1 foi o palco do Campeonato Pan-Americano de Taekwondo e do Campeonato Pan-Americano de Ginástica Artística, que marcou o retorno de Rebeca Andrade às grandes competições.

ARENA CARIOCA 2

Foi palco do judô e do wrestling nas Olimpíadas do Rio. Atualmente está sob administração do Ministério da Educação, que vai inaugurar o novo campus do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) . A ideia é garantir o acesso ao ensino técnico e profissional para 1.400 estudantes das comunidades da região de Jacarepaguá. Ainda não há uma previsão de inauguração.

Antes de ir para as mãos do Ministério da Educação, a Arena Carioca 2 pertencia à Prefeitura do Rio, representada pela Secretaria Municipal de Esportes. Lá eram oferecidas aulas gratuitas de diferentes esportes para a comunidade, com cerca de 3.500 alunos inscritos.

ARENA CARIOCA 3

Foi usada pelo taekwondo e esgrima nas Olimpíadas. Pertence à Prefeitura do Rio e está sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação. Em fevereiro de 2024, foi inaugurado no local o Ginásio Educacional Olímpico (GEO) Isabel Salgado . Trata-se de uma escola pública municipal com ensino aliado à pratica de oito modalidades olímpicas .

Atualmente há 875 alunos matriculados em 24 turmas do 1º ao 9º ano. As aulas acontecem em horário integral (manhã e tarde), e os alunos têm direito a três refeições. A Arena Carioca 3 conta com 24 salas de aulas, sala multiuso, sala de avaliação pedagógica, além de instalações esportivas com duas quadras e locais para a prática das modalidades.

VELÓDROMO

Palco das provas de ciclismo de pista na Rio 2016, o Velódromo do Rio recebeu diversas competições da modalidade após as Olimpíadas. Antes administrado pelo Governo Federal, o local foi repassado à Prefeitura do Rio em 2022.

Em 8 de abril de 2026, o Velódromo sofreu um incêndio. O fogo, que surgiu por causa de um curto-circuito numa das salas, pegou no teto, o que fez com que os Bombeiros fossem acionados. O teto ficou parcialmente destruído e, desde então, o local passa por uma restauração.

Antes do incêndio, o Velódromo recebia treinamento e prática esportiva de diversas modalidades. Competições de ciclismo eram realizadas regularmente. Além disso, em agosto de 2025, foi inaugurado o Museu Olímpico, que conta a história da conquista, da preparação e da realização da Rio 2016.

O Museu Olímpico encontra-se fechado desde o incêndio, assim como todas as modalidades que eram praticadas na arena principal . Apenas alguns esportes praticados em salas - como o levantamento de peso - não tiveram suas atividades interrompidas.

Até o fechamento, o Velódromo recebia uma média de 4 mil pessoas por mês, em 34 modalidades esportivas ou de lazer.

ARENA OLÍMPICA DO RIO (FARMASI ARENA)

Assim como o Parque Aquático do Rio, a Arena Olímpica do Rio (hoje chamada de Farmasi Arena) também foi construída para os Jogos Pan-Americanos de 2007 e usada nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio 2016. Quando foi erguida, a Farmasi Arena fazia parte do Autódromo Internacional Nelson Piquet, que não existe mais.

Nas Olimpíadas, o local recebeu as competições de ginástica (artística, rítmica e de trampolim). Já nas Paralimpíadas, a Arena Olímpica do Rio foi o palco do basquete em cadeira de rodas. O basquete, aliás, é um dos esportes que mais foi disputado na Farmasi Arena, já que, por alguns anos, o Flamengo mandou os seus jogos no local. A arena também recebeu algumas edições do UFC.

Construída sob um custo de R$ 120 milhões, a Arena Olímpica do Rio pertence oficialmente à Prefeitura do Rio, mas a sua gestão e administração estão concedidas à GL Events , uma multinacional francesa do setor de eventos. Atualmente, o local com capacidade para cerca de 15 mil espectadores tem recebido muitos shows musicais.

PARQUE RITA LEE

Compreendido nas áreas de circulação do Parque Olímpico, o Parque Rita Lee tem uma área de 136 mil metros quadrados e fica aberto à população de terça a domingo das 6h às 22h. Além da área para caminhada e corrida, o local abriga quadras poliesportivas, skate park, muro de escalada, academia da terceira idade e parquinho para crianças. Administrado pela Prefeitura do Rio, o parque custou R$ 36 milhões e foi inaugurado em maio de 2024 .

CENTRO OLÍMPICO DE TÊNIS

Construído sob o custo de R$ 162,8 milhões , o Centro Olímpico de Tênis foi inaugurado em 2015 para receber as partidas de tênis das Olimpíadas e Paralimpíadas (tênis em cadeira de rodas) do Rio. Também recebeu o futebol de 5 (para cegos) das Paralimpíadas. O local pertence ao Governo Federal, que o administra através do Ministério do Esporte.

O Centro Olímpico de Tênis conta com a quadra principal Maria Esther Bueno, com capacidade para 10 mil pessoas, além de oito quadras auxiliares, sendo uma delas preparada para receber arquibancadas temporárias com capacidade para 3 mil espectadores. A superfície é de quadra dura, fornecida pela GreenSet Worldwide.

Após a Rio 2016, o Centro Olímpico de Tênis recebeu poucos eventos esportivos, dentre eles uma etapa do Circuito Mundial de Vôlei de Praia, além de jogos de futebol de areia . Para que essa "mágica" acontecesse, em 2017, a quadra Maria Esther Bueno recebeu 280 toneladas de areia. O primeiro evento nessa nova configuração foi o Gigantes da Praia, desafio de vôlei de praia realizado naquele mesmo ano.

Em 2021, foi anunciado que o centro seria leiloado para a iniciativa privada. Até o momento, porém, o equipamento segue sob administração do Ministério do Esporte.

Segundo o próprio ME, houve uma tentativa de oferecer o Centro Olímpico de Tênis para a organização do Rio Open, que atualmente é disputado no Jockey Club Brasileiro, na Gávea. Contudo, assim como foi um problema para outras competições, a quadra da arena não corresponde às especificidades do campeonato.

IBC E MPC

Dentro do Parque Olímpico da Barra, existe também a área do Rock in Rio, que fica ao lado do Parque Rita Lee e vizinha ao Centro Olímpico de Tênis. O espaço, administrado pela empresa Rock World, possui cerca de 385 mil metros quadrados e capacidade para receber até 100 mil pessoas por dia.

Além da grande área para shows, é neste terreno que estão abrigados os antigos prédios dos centros de imprensa da Rio 2016. O prédio que abrigava o IBC - International Broadcasting Centre (Centro Internacional de Transmissão) - hoje é operado pelo Rock in Rio, assim como o prédio do MPC (Main Press Centre). Os dois locais estão sendo usados como depósitos de materiais.

A próxima edição do Rock in Rio acontece nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro deste ano. A ideia da Rock World é transformar a área em um centro permanente de entretenimento até 2028. Além do Rock in Rio, a área receberia festividades como Carnaval, Páscoa, Oktoberfest, Halloween, Natal e Ano Novo.

VILA OLÍMPICA (ILHA PURA)

Erguida sob um custo de R$ 2.9 bilhões bancados por um consórcio formado pela Carvalho Hosken e Odebrecht, a Vila Olímpica da Rio 2016 foi projetada para receber aproximadamente 18 mil pessoas em 3.604 apartamentos distribuídos em 31 edifícios. Ela é separada do Parque dos Atletas pela Avenida Salvador Allende. A vila também é vizinha do RioCentro, que recebeu diversas modalidades das Olimpíadas e Paralimpíadas.

Após os Jogos, a Vila Olímpica virou empreendimento imobiliário. Com o nome de Ilha Pura , o local ganhou infraestrutura de bairro, com apartamentos que variam de 72 a 230 metros quadrados, área de lazer, piscinas e quadras poliesportivas.

Região de Deodoro

A cerca de 26km da Barra da Tijuca está o bairro de Deodoro, na Zona Oeste, o segundo maior complexo de locais de competição dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio. É lá onde estão o Centro Olímpico de Tiro, a Arena da Juventude, o Centro Olímpico de Hóquei, o Centro Nacional de Hipismo, o Estádio Olímpico de Canoagem Slalom e o Centro Olímpico de Ciclismo BMX.

O Estádio Olímpico de Canoagem Slalom e o Centro Olímpico de Ciclismo BMX estão abrigados dentro do Parque Radical, que pertence à Prefeitura do Rio. Já as demais arenas são do Exército e estão dentro de uma área militar.

ARENA DA JUVENTUDE

Casa do basquete feminino e da esgrima do pentatlo moderno nas Olimpíadas e da esgrima em cadeira de rodas das Paralimpíadas, a Arena da Juventude está fechada desde março de 2025 . Inaugurada no primeiro trimestre de 2016, o local vinha recebendo diversos eventos esportivos nos últimos anos, principalmente de jiu-jitsu.

O motivo do fechamento é um imbróglio entre o Ministério do Esporte e o Exército. No início do ano passado, o Ministério do Esporte informou ao Exército que não renovaria o acordo de cooperação entre os dois órgãos .

Sem os recursos oriundos do Governo, o CCFEx enviou um ofício às respectivas confederações dos esportes envolvidos informando que a permissão de uso para treinamentos e competições seria descontinuada.

O CCFEx afirma que o custo anual de manutenção das quatro instalações militares de Deodoro é de R$ 20,5 milhões. O Ministério do Esporte alega que o valor é alto. Não há previsão para reabertura.

CENTRO OLÍMPICO DE TIRO

Inaugurado em 2007 antes dos Jogos Pan-Americanos, o Centro Olímpico de Tiro recebeu as competições de tiro esportivo das Olimpíadas e Paralimpíadas do Rio. A instalação fica dentro de uma área militar com acesso restrito.

Até o fechamento em março de 2025, a Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE) tinha acesso normal ao local. Desde então, apenas militares passaram a usar a estrutura . Não há mais competições envolvendo civis no local.

CENTRO OLÍMPICO DE HÓQUEI

O Centro Olímpico de Hóquei vive situação semelhante ao Centro Nacional de Tiro. Fechado desde março de 2025, o local conta com dois campos de grama sintética (um principal e um secundário de aquecimento) nas cores azul e verde, além de edifício de apoio com vestiários e centro médico.

Assim como o Centro Nacional de Tiro , o Centro Olímpico de Hóquei de Deodoro é administrado pelo Centro de Capacitação Física do Exército (CCFEx).

CENTRO NACIONAL DE HIPISMO

Também conhecido como Centro Olímpico de Hipismo, o Centro Nacional de Hipismo foi reformado para a Rio 2016 e conta com uma área de 1 milhão de metros quadrados. O local tem a capacidade para receber até 35.200 pessoas, sendo 14.200 lugares (13 mil temporários) na arena de salto e adestramento e 21 mil lugares (20 mil em pé) na pista do cross country. Pertence ao Exército e está fechado para atletas não-militares e demais civis desde março de 2025.

ESTÁDIO OLÍMPICO DE CANOAGEM

Localizado dentro do Parque Radical de Deodoro , o Estádio Olímpico de Canoagem Slalom é tido como um dos maiores legados da Rio 2016 . O complexo de lagos artificiais conta com 25 milhões de litros de água com vários trechos em corredeira. O canal principal de competição tem 250m e o de aquecimento 90m.

Após a Rio 2016, o Estádio Olímpico de Canoagem Slalom passou a receber diversas competições nacionais e internacionais. Atletas olímpicos de elite como Ana Sátlia e Pepê Gonçalves passaram a treinar no local.

Nos finais de semana sem competição, o Estádio Olímpico de Canoagem Slalom se transforma em piscina pública gratuita. Além disso, o complexo oferece diversas aulas e atividades físicas diárias à população frequentadora do Parque Radical.

Em junho, atletas como Ana Sátila revelaram que tiveram parte do seu material de treinos e competições roubados. Em nota, a Secretaria Municipal de Esportes e a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) lamentaram o ato de vandalismo e prometeram providências.

CENTRO OLÍMPICO DE CICLISMO BMX

Ocupando uma área de 4.000 m² no Parque Radical de Deodoro, o Centro Olímpico de Ciclismo BMX conta com um percurso de nível internacional e está aberto ao público e a atletas. Após passar por um processo de deterioração, o equipamento ficou fechado para obras por um ano e meio, antes de ser reinaugurado em janeiro de 2025 . O Centro Olímpico de Ciclismo BMX pertence à Prefeitura do Rio e recebe diariamente atletas de alto rendimento e praticantes da modalidade. Um dos frequentadores é o atleta olímpico Renato Rezende, hoje treinador de uma equipe de ciclismo.



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