Zema compara tratamento de Bolsonaro ao de Lula e critica Alexandre de Moraes

Pré-candidato do Novo à Presidência critica decisões de Alexandre de Moraes, defende o direito de Bolsonaro enviar cartas na prisão domiciliar e minimiza desempenho em pesquisa Quaest.

| G1 / VICTóRIA CóCOLO


Zema em Guarulhos (SP) nesta quarta-feira (15). — Foto: Victória Cócolo/g1
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O pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), defendeu nesta quarta-feira (15) o direito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de se comunicar por cartas durante o período de prisão domiciliar e voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações foram dadas durante encontro com pré-candidatos do partido, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

A manifestação ocorre um dia após Zema já ter classificado como “algo mais do que normal' o envio de cartas por pessoas presas, em reação à decisão de Moraes que restringiu as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) ao pai.

Moraes considerou que a leitura, por Flávio Bolsonaro, de uma carta do pai durante uma transmissão em uma rede social no sábado (11) desrespeitou a decisão que proibiu o ex-presidente de utilizar redes sociais "diretamente ou por intermédio de terceiros" e que a divulgação do vídeo caracterizou desvio de finalidade do direito de visita.

“Mais uma vez, é uma decisão jurídica e não política. Por que o Lula teve um tratamento diferente do que agora? Qualquer preso no Brasil tem o direito de receber e escrever correspondência. O ministro Alexandre de Moraes deveria se declarar suspeito para julgar essa questão, e o STF deveria se preocupar com questões institucionais, e não com quem está detido', afirmou Zema.

Questionado sobre a nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta, Zema minimizou o resultado e afirmou que o cenário eleitoral ainda deve mudar. O levantamento mostra o ex-governador de Minas Gerais com 2% das intenções de voto em cenário de 1º turno e com 35% em um eventual 2º turno com Lula (PT), que tem 45%.

“O brasileiro só vai sintonizar com as eleições na reta final, quando tivermos os debates. Em 2018 foi assim', disse.

Zema afirmou que pretende ampliar sua presença nacional para tentar reduzir a diferença em relação aos adversários da direita.

“O que eu vou fazer para superar os outros candidatos é rodar o Brasil. Sou um candidato do setor privado, gerei um milhão de empregos em Minas Gerais e vou fazer muito mais.'

Ao comparar sua trajetória à dos concorrentes, sem citar nomes, Zema fez uma provocação ao filho do ex-presidente ao dizer que “ao contrário dos outros candidatos ele tem curtição e não só sobrenome'.

Em outro momento, acrescentou: “Conheço o Brasil. Não fiquei dentro de gabinete ganhando salário alto do jeito que os outros concorrentes fizeram.'



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