Esportes
Argentina indica motivação extra por Messi: "Para que o último jogo dele não chegue nunca"
Paredes reafirma fidelidade do elenco ao camisa 10, e De Paul, companheiro inseparável, diz que craque toca no sentimental dos atletas: "Não queremos que termine"
| GLOBOESPORTE.COM / JORGE NATAN
Messi comandou uma virada histórica da Argentina diante do Egito, que manteve os atuais campeões com o sonho do bi mundial, e inspirou os companheiros na busca pelo resultado improvável. Mas, além da luta pelo título, os companheiros do camisa 10 revelaram que há uma motivação extra na campanha que vem sendo realizada na Copa do Mundo: estender a trajetória de Messi na competição.
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O meia Paredes, por exemplo, reafirmou a fidelidade do elenco ao seu capitão, que brilhou com uma assistência e um gol na virada épica nas oitavas de final, em Atlanta.
- Dissemos muitas coisas para ele. Tratamos de abraçá-lo, para que sinta que vamos estar com ele até o final. Para nós, é uma vantagem tê-lo conosco. Nós também jogamos para que o último jogo dele não chegue nunca. Então, acho que mostramos a cara outra vez - comentou.
Aos 39 anos, Messi já indicou que esta será sua última Copa do Mundo - e vem tendo um desempenho histórico. O astro marcou em todos os jogos da Argentina na campanha e já soma oito gols, sendo o artilheiro desta edição. Mais do que isso: com 21 gols, ele é o maior marcador da história das Copas.
Messi apareceu quando a Argentina encarava de perto uma eliminação nas oitavas de final, tirando os atuais campeões mundiais do abismo. Primeiro, deu um cruzamento preciso para Romero diminuir o placar para 2 a 0. Depois, empatou o jogo com um chute preciso - Enzo Fernández garantiu a vitória.
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O meia De Paul, companheiro inseparável do craque na Argentina e no Inter Miami, indicou que a dedicação de Messi inspira os companheiros não só no futebol, mas também no aspecto sentimental.
- Por tudo que ele transmite, além do que faz dentro do campo. Nos toca como capitão, nos toca muito forte no sentimental. Em como corre, como contagia, na personalidade, em tudo. Então, obviamente não queremos que termine nunca - analisou.
A Argentina agora enfrentará a Suíça, nas quartas de final, no próximo sábado, em Kansas City. A seleção de Lionel Scaloni vive a expectativa por estar a três jogos de um feito raro na história das Copas: apenas a Itália (1934 e 1938) e o Brasil (1958 e 1962) conseguiram dois títulos consecutivos no torneio.
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