Após cinco meses de alta, preço da cesta básica cai pela primeira vez no ano em Dourados

| DOURADOSNEWS / FABIANE DORTA


Queda significativa no preço do tomate, ajuda a derrubar preço da cesta básica - Crédito: Clara Medeiros / Dourados News
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Cotações

O preço da cesta básica caiu 5,31% no mês de junho, comparado a maio. Essa é a primeira queda depois de cinco meses seguidos de aumento nos valores, segundo dados divulgados pelo projeto de extensão do Curso de Ciências Econômicas da Face/ UFGD (Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia da Universidade Federal da Grande Dourados).

Dos 13 produtos verificados, oito puxaram os valores da cesta. A queda mais significativa foi no preço do tomate que teve redução de 28,46%; seguindo da batata (-19,04%); margarina (-8,26%); farinha de trigo (-7,35%); leite (-6,87%); óleo de soja (-5,19%); café (-2,50%) e açúcar (-1,73%).

Os cinco que tiveram aumento nos preços foram o feijão (6,79%); arroz (6,57%); pão francês (2,57%); banana (0,74%) e carne (0,31%).

Os produtos selecionados pela pesquisa são os que compõem a cesta básica segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), indicador estabelecido em lei para ser usado de referência na composição do salário mínimo, atualmente R$ 1.621.

Nesse parâmetro a cesta ficou em R$ 764,43 em junho, o que equivale a 47,16% do salário mínimo ou 103 horas e 45 minutos de trabalho por mês somente para comprar alimentos. Em maio, o douradense gastava R$ 807,27, ou seja, 49,80% da renda.

PORQUE CAIU?

Segundo relatório do levantamento, assinado pelo economista e professor da Face/UFGD, Enrique Duarte Romero, a queda foi motivada especialmente pelo tomate, batata, café e leite que correspondem a 35,42% da composição da cesta.

“Os preços do tomate e da batata estavam se elevando muito até o mês de maio, corroborando com o aumento da cesta. E estes mesmos produtos também aumentaram muito de preços nos outros Estados do país”, explica o professor.

Ele, no entanto, ressalva que ainda não é possível afirmar que essa redução nos preços vai continuar pelos próximos meses do ano. “O que nos tranquiliza um pouco é que os preços dos produtos derivados do petróleo se estabilizaram, apesar da instabilidade que ainda perdura no contexto internacional”, explica, falando sobre a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

COMO ECONOMIZAR?

O professor ainda sugere que para economizar nas compras do mercado, uma alternativa é observar a pesquisa realizada pelo Procon (Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor), que identifica preços praticados por produtos identificando os estabelecimentos.

Isso porque há variação de preços entre um mesmo produto, praticado entre um estabelecimento e outro. Em junho, por exemplo, essa diferença chegou a 21,73% ou R$ 147,66 dependendo o mercado de escolha do consumidor.

Segundo o pesquisador, com esse valor é possível comprar 51 litros de etanol ou até mesmo 3,06 kg de carne, cujo preço médio está em R$ 48,25, considerando cortes como coxão mole, coxão duro ou patinho.  



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