Dourados
Dourados descarta risco após suspensão de vacina contra dengue e garante que não houve reações adversas
| DOURADOS AGORA/DA REDAçãO
A suspensão temporária da vacina Butantan-DV contra a dengue pelo Ministério da Saúde não representa motivo de preocupação para a população de Dourados. A garantia é da Secretaria Municipal de Saúde, que esclareceu que o município recebeu apenas 70 doses do imunizante, todas destinadas a profissionais da rede pública de saúde.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, as vacinas foram aplicadas exclusivamente em trabalhadores que atuam na linha de frente das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e, até o momento, não houve registro de reações adversas, internações ou qualquer ocorrência relacionada à imunização.
A pasta destaca que Dourados não integrou o grupo de municípios selecionados pelo Ministério da Saúde para a aplicação ampliada da vacina na população. O uso do imunizante estava concentrado em cidades específicas de São Paulo, Ceará, Minas Gerais e Tocantins, dentro de um programa de monitoramento conduzido pelo governo federal.
O secretário também esclareceu que a vacina contra Chikungunya, que chegou a ser disponibilizada nas unidades de saúde do município e também é produzida pelo Instituto Butantan, não possui relação com a Butantan-DV. De acordo com ele, a campanha de imunização contra Chikungunya foi interrompida porque as doses enviadas ao município venceram no início deste mês e um novo lote ainda não foi encaminhado pelo Ministério da Saúde.
A decisão de suspender a aplicação da vacina contra dengue foi tomada em conjunto pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após a identificação de 42 casos com sinais de alerta entre pessoas vacinadas. Entre as ocorrências foram registrados sintomas como dores abdominais intensas, vômitos persistentes e episódios de sangramento. Três casos foram classificados como graves, incluindo dois óbitos que seguem sob investigação.
Apesar da suspensão, as autoridades federais ressaltam que ainda não existe comprovação de que os eventos tenham sido causados pela vacina. Os casos representam cerca de 0,008% das mais de 500 mil doses aplicadas até o fim de maio e estão sendo analisados por especialistas em farmacovigilância.
Enquanto as investigações prosseguem, o Ministério da Saúde mantém as demais estratégias de enfrentamento à dengue em todo o país. Dados federais apontam que o Brasil registrou redução de 94% nos casos prováveis da doença até maio deste ano em comparação com o mesmo período de 2024. O número de mortes também apresentou queda expressiva, com redução de 97%.
Além da vigilância epidemiológica e do monitoramento dos casos, seguem em andamento ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, distribuição de insumos para estados e municípios, capacitação de profissionais de saúde e campanhas de conscientização da população.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a eliminação de criadouros continua sendo a principal medida para evitar a proliferação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus.
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