Quando o Amor Morre, a Sociedade Sangra - Por Kaily Yada

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r Kaily Yada
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Quando o Amor Morre, a Sociedade Sangra

 

Há algo estranho acontecendo no Brasil.

É como se o coração da sociedade estivesse cansado… e ninguém percebesse.

 


Vivemos em um tempo em que o amor virou palavra leve demais.

Fala-se “eu te amo” com a mesma facilidade que se diz “até logo”.

Promete-se muito… sustenta-se pouco.

Ama-se rápido… abandona-se mais rápido ainda.

 


E quando o amor perde o peso, a vida também perde valor.

 


Talvez seja por isso que o feminicídio tenha se tornado uma ferida aberta.

Homens que não sabem lidar com rejeição.

Homens que confundem amor com posse.

Homens que nunca aprenderam a ouvir “não”.

 


E isso não começa na vida adulta.

Começa na infância.

 


Começa quando pais criam filhos sem limites.

Quando dizem “sim” para tudo.

Quando substituem presença por presentes.

Quando trocam diálogo por telas.

Quando terceirizam a educação para a escola…

e esquecem que caráter nasce dentro de casa.

 


Filhos que nunca ouviram “não”

se tornam adultos que não aceitam perder.

Filhos que nunca foram corrigidos

se tornam adultos que não sabem se controlar.

 


E então a sociedade colhe…

o que foi plantado com negligência.

 


Vivemos também uma geração sensível demais…

mas não no sentido bonito.

Sensível à crítica,

sensível à frustração,

sensível à realidade.

 


Uma geração que desiste fácil,

que quebra fácil,

que se perde fácil.

 


Uma geração que foi ensinada a seguir sentimentos

mas não a firmar convicções.

 


E quando tudo vira relativo,

nada mais é firme.

 


O certo vira opinião.

O errado vira escolha pessoal.

A verdade vira algo negociável.

 


Mas a verdade não muda.

Ela permanece… mesmo quando ignorada.

 


Como cristã reformada, vejo tudo isso com tristeza,

mas também com clareza.

 


Porque quando Deus é retirado do centro,

o homem tenta ocupar o lugar.

E quando o homem vira medida de tudo,

o caos começa.

 


Famílias enfraquecem.

Valores se dissolvem.

O amor vira sentimento passageiro.

A vida perde o valor.

 


E assim seguimos…

em uma sociedade que fala muito sobre direitos,

mas pouco sobre responsabilidade.

 


Pais permissivos.

Filhos inseguros.

Relacionamentos frágeis.

Amores descartáveis.

Vidas interrompidas.

 


Mas ainda há esperança.

 


Porque enquanto houver famílias que temem a Deus,

pais presentes,

mães firmes,

filhos ensinados com amor e disciplina…

 


Ainda haverá luz.

 


E talvez seja isso que o Brasil mais precise hoje:

menos permissividade…

mais presença.

 


Menos relativismo…

mais verdade.

 


Menos ego…

mais responsabilidade.

 


Menos amor vazio…

e mais amor que permanece.

 


Porque amor verdadeiro não mata.

Não abandona.

Não negocia valores.

 


O amor verdadeiro constrói.

Corrige.

Protege.

Permanece.

 


E talvez…

se voltarmos ao princípio,

se voltarmos à verdade,

se voltarmos a Deus…

 


O coração do Brasil volte a bater com mais vida.



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