Boi em alta e milho em queda; veja notícias desta quinta-feira

Enquanto isso, a soja também registrou recuo de preço e o café ficou estável, resistindo à volatilidade do mercado internacional

| CANAL RURAL/POR FELIPE LEON, COM AGêNCIAS DE NOTíCIA


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De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a oferta restrita de boiadas segue pressionando positivamente os preços da arroba nas principais praças do país. Segundo o levantamento diário da consultoria, em Goiânia (GO), a arroba subiu de R$ 301 para R$ 302, e em Cuiabá (MT), foi de R$ 307 para R$ 308.

Na bolsa brasileira, a B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram um dia de queda acentuada em toda a curva e seguem na contramão da tendência do mercado físico das últimas duas semanas. O ajuste do vencimento para junho passou de R$ 321 para R$ 319,55, do outubro caiu de R$ 336,10 para R$ 330,90 e do novembro, de R$ 336,40 para R$ 331,20 por arroba.

O indicador do milho do Cepea teve um dia de baixa dos preços e ficou abaixo de R$ 96 por saca pela primeira vez desde a primeira quinzena de abril. A cotação variou -0,88% em relação ao dia anterior e passou de R$ 96,57 para R$ 95,72 por saca. Apesar disso, no acumulado do ano, o indicador valorizou 21,7%. Em 12 meses, os preços alcançaram 102,2% de alta.

Os contratos futuros do milho negociados na B3 seguiram o padrão do mercado físico e tiveram novas quedas nas cotações. O ajuste do vencimento para julho passou de R$ 94,46 para R$ 94,06, do setembro caiu de R$ 96,89 para R$ 96,56 e do março de 2022 recuou de R$ 97,77 para R$ 97,70 por saca.

O indicador da soja do Cepea para o porto de Paranaguá (PR) teve um dia de baixa dos preços e chegou ao menor valor desde o final de março. A cotação variou -0,94% em relação ao dia anterior e passou de R$ 173,45 para R$ 171,82 por saca. Ainda assim, no acumulado do ano, o indicador valorizou 11,64%. Em 12 meses, os preços alcançaram 67,22% de alta.

Em Chicago, o mercado segue se preparando para o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta quinta-feira, 10. O vencimento para setembro recuou 0,60% e passou de US$ 14,57 para US$ 14,482 por bushel. O mercado climático também deu o tom dos negócios com previsão de chuva para o Meio Oeste norte-americano.

A consultoria Safras & Mercado registrou preços estáveis no mercado brasileiro de café, além de confusão na precificação e no andamento dos negócios. A volatilidade das cotações em Nova York tem prejudicado a formação de preços no Brasil. No sul de Minas Gerais, o arábica bebida boa com 15% de catação ficou estável em R$ 830/840.

Em Nova York, as cotações do café arábica iniciaram o dia com valorização, mas perderam força durante o passar do pregão. O vencimento para julho caiu 0,32% e passou de US$ 1,577 para US$ 1,572 por libra-peso. A projeção de chuvas chegando em regiões produtoras no Brasil foi responsável por fazer o mercado virar.

Os mercados globais seguem em ritmo de cautela elevada na espera dos dados de inflação ao consumidor de maio nos Estados Unidos, que serão divulgados nesta quinta-feira. Apesar disso, nesta quarta-feira, 9, as taxas futuras de juros do Tesouro norte-americano para prazos mais longos tiveram queda consistente.

A aceleração da inflação é o principal tema discutido na economia mundial pelos bancos centrais atualmente. Com a pandemia, a cadeia de suprimentos sofreu impactos negativos importantes e o elevado grau de estímulos monetários e fiscais também contribuiu para o aumento dos preços de bens e serviços. Caso a aceleração da inflação persista, os bancos centrais serão pressionados a elevar os juros básicos.

Após ter uma sequência de oito altas interrompida, o Ibovespa teve leve valorização de 0,09% e fechou o dia cotado a 129.906 pontos. Durante o dia, a bolsa brasileira chegou a operar acima dos 130 mil pontos, mas perdeu força na parte da tarde. Enquanto isso, o dólar comercial subiu 0,69% e ficou cotado a R$ 5,069.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA ficou em 0,83% em maio, o maior resultado para o mês desde 1996. O número ficou acima do projetado pelo mercado e foi influenciado pelo aumento dos preços de energia elétrica, em virtude da bandeira vermelha, e da gasolina.



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