Mato Grosso do Sul pede ao Ministério da Saúde prioridade na vacinação contra a Covid-19

O pedido de ajuda veio após o esgotamento da capacidade de atendimento em Unidades de Terapia Intensiva

| CORREIO DO ESTADO / MARIANA MOREIRA


Com 293 pacientes à espera por leitos de UTI, Estado pede por mais vacinas ao Ministério da Saúde - Álvaro Rezende
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Apesar de ser líder na aplicação de doses contra a Covid-19, Mato Grosso do Sul segue, neste momento, como um dos piores estados no enfrentamento à pandemia. Com o sistema de saúde em colapso, o governo estadual enviou ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, um ofício solicitando um maior repasse de doses para MS

Com 293 pacientes nas filas de espera por leitos clínicos e de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) hoje (8), o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende salientou que “infelizmente, vivemos um momento dramático da doença em MS'.  

O documento encaminhado ao governo federal enfatiza a realidade epidemiológica crítica em que o Estado se encontra. 

De janeiro a maio deste ano, houve um aumento exponencial de casos confirmados, saltando de 125 mil para mais de 300 mil infecções pela Covid-19.  

Somente nos seis primeiros dias do mês de junho, quando o documento foi lavrado, o Estado já se aproximava de 11 mil novos casos de Covid-19, demonstrando nitidamente, o avanço acelerado da doença em Mato Grosso do Sul. 

Conforme o último boletim epidemiológico, MS possui 304.315 pessoas contaminadas pela Covid-19. 

No total, 7.210 pessoas morreram em decorrência da doença no Estado.  

De acordo com o infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Julio Croda, mesmo se o Ministério da Saúde destinar mais doses contra a Covid-19 à MS, a pandemia está longe de ser controlada.  

“É preciso ter 70% da população vacinada para controlar a doença. Ainda falta muito para termos o impacto de imunidade indireta ou de rebanho', afirmou. 

No entanto, Croda salientou que qualquer repasse a mais de vacinas, já ajuda no enfrentamento à pandemia.  

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o pedido de ajuda vem logo após o recrudescimento da doença, com uma alta taxa de ocupação global de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTis). 

Como resultado, o Estado opera com o esgotamento da capacidade da rede hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo necessário a transferências de pacientes a outros estados da federação, como Rondônia e São Paulo.

Para Resende, somente com o avanço da vacinação MS conseguirá ter uma resposta adequada no enfrentamento à Covid-19.

“Infelizmente, vivemos um momento dramático da doença em nosso Estado, não é o quadro que gostaríamos. Mas também não adianta lutarmos sozinhos, nós precisamos que a população entenda de uma vez por todas, que esta doença é séria', reiterou o secretário.  

Conforme o titular da SES, com a circulação das variantes, os cuidados de biossegurança devem ser redobrados. 

Em anexo ao ofício encaminhado ao Ministro da Saúde, foi inserido o 48º relatório do Programa de Saúde e Segurança na Economia (Prosseguir), que apresenta os resultados por macrorregiões e municípios, contendo, inclusive, o panorama estadual de vacinação.

 



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