CPI retoma trabalhos nesta terça com foco em Carlos Bolsonaro

Além de analisar quebra de sigilo telefônico do filho do presidente, comissão deve convocar ex-ministro da Cidadania Osmar Terra

| R7 / BRASIL | DO R7


Carlos Bolsonaro participou de reunião da Pfizer - Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro/ Divulgação
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A CPI da Covid terá uma terça-feira (8) com muitas decisões para tomar. Antes do segundo depoimento do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a comissão analisa, a partir das 9h, 24 requerimentos, que pedem a convocação de integrantes do suposto gabinete paralelo do presidente Jair Bolsonaro e a quebra de sigilo telefônico e telemático de inúmeras pessos ligadas ao governo. Dentre elas, Carlos Bolsonaro, filho do chefe do Executivo.

O pedido de transferência dos dados do vereador do Rio de Janeiro foi feito pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Em sua justificativa, o parlamentar citou o depoimento do ex-presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, que afirmou que o filho do presidente participou de uma reunião do governo com o laboratório em dezembro de 2020. 

Na visão de Alessandro Vieira, a participação de Carlos Bolsonaro pode ser um indício de que seu pai, Jair Bolsonaro, utilizava um aconselhamento paralelo ao do Ministério da Saúde.

'A transferência de sigilo dos dados ora solicitados desde março de 2020, mês em que a pandemia se iniciou massivamente no país, permitirá identificar os contornos da participação do vereador durante todo o período da pandemia em discussões nas quais deveriam tomar parte apenas os membros do governo e autoridades de notório reconhecimento na área da saúde', explicou o senador.

Os requerimentos de Alessandro Vieira que serão analisados nesta terça-feira pela CPI da Covid pedem também as quebras de sigilo de dois ex-ministros do governo: Eduardo Pazuello, ex-Saúde, e Ernesto Araújo, demitido das Relações Exteriores.

O senador solicita ainda a transferência dos dados telefônicos e telemáticos (qualquer transferência de dados pela internet) para a CPI de Mayra Pinheiro, secretária do Ministério da Saúde que defende o tratamento precoce e já foi ouvida pela comissão, Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação, e Filipe Martins, assessor para assuntos internacionais do governo.

A comissão avaliará ainda três requerimentos (dos senadores Alessandro Vieira, Rogério Carvalho, do PT-SE, e Randolfe Rodrigues, da Rede-AP) com o mesmo objetivo, o de convocar o ex-ministro da Cidadania Osmar Terra, considerado um dos principais conselheiros de Bolsonaro. 

Outro suposto integrante do chamado gabinete paralelo também tem um pedido para depor. Randolfe Rodrigues pede a presença no Senado do virologista Paolo Zanotto, que surgiu em um vídeo recuperado na semana passada no qual defende a criação de um grupo de apoio ao tratamento precoce.

O dia será encerrado com mais um depoimento de Marcelo Queiroga. O chefe da pasta da Saúde foi reconvocado para explicar, entre outros pontos, o impacto da realização da Copa América de futebol no país e as aglomerações estimuladas em eventos do presidente da República.



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