Defesa pede que Bolsonaro permaneça internado até decisão sobre prisão

Desde o dia 24 de dezembro, o ex-presidente está internado em um hospital particular do Distrito Federal. Segundo os médicos, a previsão é de alta nesta quinta-feira (1º).

| G1 / FERNANDA VIVAS, MARCELA CUNHA


Ex-presidente Jair Bolsonaro tem alta após passar por nova cirurgia abdominal. — Foto: REUTERS/Adriano Machado
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando que o ex-presidente permaneça no hospital em que está internado, em Brasília, enquanto não há uma decisão sobre o pedido de prisão domiciliar realizado nesta quarta-feira (31).

Segundo os advogados, o requerimento leva em conta as intervenções cirúrgicas recentes pelas quais Bolsonaro passou e a atualização do quadro de saúde. Bolsonaro passou por procedimentos nos últimos dias para operar uma hérnia inguinal e também para curar crises de soluços.

"O pedido se justifica diante do quadro clínico recente e ainda em evolução, bem como das intercorrências pós-operatórias registradas, que exigem acompanhamento médico contínuo e monitorado, circunstância que recomenda a manutenção temporária do paciente no ambiente hospitalar até a conclusão da análise judicial", afirma a defesa no pedido.

Médicos que acompanham o ex-presidente afirmaram nesta quarta-feira (31) que a previsão de alta hospitalar de Bolsonaro está mantida para esta quinta (1º).

Pela manhã, os médicos devem reavaliar o ex-presidente. Após a alta, Bolsonaro deve retornar à Superintendência da Polícia Federal, onde está preso.

Durante coletiva de imprensa na tarde desta quarta, o cirurgião Cláudio Birolini afirmou que a cirurgia de hérnia e os procedimentos para conter os soluços correram como planejado (entenda mais abaixo).

Acompanhamento médico

Desde o dia 24 de dezembro, o ex-presidente está internado no DF Star, Em Brasília. Ele deu entrada para fazer uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, realizada no dia seguinte sem intercorrências.

A cirurgia de hérnia foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, após pedido da defesa.

Em seguida, a equipe médica avaliou a necessidade de realizar outros procedimentos para conter o quadro de soluços.

Bolsonaro, então realizou, no sábado (27) o bloqueio do nervo frênico do lado esquerdo.

Na segunda (29), foi realizado o bloqueio do nervo frênico do lado direito. E, nesta terça (30), segundo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, uma cirurgia de reforço.

Nesta quarta (30), o ex-presidente passou por uma endoscopia, quando os médicos constaram a persistência de esofagite e gastrite.

Os médicos afirmaram também que Bolsonaro está tomando antidepressivos.



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