Política
Simone lembra que pai levou André à política e diz que não aceitou assumir MDB em MS
| O JACARé/BY EDIVALDO BITENCOURT
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, deixou que pretende ser candidata a senadora por Mato Grosso do Sul e só não assumiu o comando do MDB no Estado porque não quis. Principal estrela da sigla e uma das principais lideranças nacionais emedebistas, ela lembrou que o pai, o ex-senador Ramez Tebet, foi o responsável por incluir André Puccinelli na política.
É a primeira vez que a ex-senadora se põe como protagonista e tenta desmontar versão de que foi ingrata com o ex-governador ao recusar seu pedido para disputar o Governo em 2018, quando ele foi preso na Operação Lama Asfáltica. Nos bastidores, Puccinelli nunca a perdoou por não ter acatado seu pedido. As revelações foram feitas em entrevista ao Campo Grande News.
Simone descarta trocar o MDB pelo PSB. Ela foi convidada pelo prefeito de Receita e presidente nacional, João Campos, para integrar a sigla socialista. Sobre a resistência dos caciques do MDB no Estado, Simone procurou se mostrar companheira apesar de ter sido detonada por Puccinelli e os deputados estaduais.
“O partido em Mato Grosso do Sul, se quisesse, era meu — mas não é isso. O presidente do partido foi meu professor: o Moka (o ex-senador e secretário de Relações Institucionais em Brasília) é meu irmão político e foi meu professor. A Executiva Nacional disse: ‘Você quer o partido?’ E eu respondi: ‘Não. Eu não sei ser presidente de partido. Não quero. Os companheiros estão lá, tocam o dia a dia, e eu tenho carinho enorme por eles’', revelou.
O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, deu entrevista garantindo que Simone terá a vaga para disputar o Senado no Estado. “Não precisava nem o Baleia dizer que a vaga é minha. O próprio Moka disse: ‘Vai ter sua vaga’', contou.
Simone reafirmou que vai pedir voto para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Estado, apesar da fama dos emedebistas serem bolsonaristas. “Mas nós temos um problema mesmo: os companheiros não vão subir no meu palanque quando eu estiver pedindo voto para o Lula. E está tudo certo — porque eu vou pedir voto para o Lula mesmo. Não precisamos estar juntos no palanque. Não tem problema algum', contou.
A ministra disse que muitos eleitores do MDB no Estado já votam no petista e não terá problemas na nova postura política. No passado, Simone sempre fez campanha contra o petista.
A ministra não descartou ainda ser candidata por São Paulo. Ela disse que pode ser o segundo voto da esquerda e já é o primeiro do centro no estado vizinho.
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