Identificado pescador que morreu atropelado por lancha em rio de MS

| DOURADOSNEWS / DA REDAçãO


Carlos tinha 59 anos e morreu no acidente entre embarcações - (Reprodução, Facebook) - Crédito: Reprodução/Facebook
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Foi identificado como Carlos Américo Duarte, de 59 anos, o pescador que morreu em um grave acidente entre embarcações no início da tarde do último sábado, dia 1º de maio, no encontro dos rios Aquidauana e Miranda, região conhecida como Touro Morto. O local fica compreendido no município de Miranda, na região do Pantanal.

O filho de Carlos, que também ficou ferido no acidente, relatou à polícia que o barco em que eles estavam realizava uma curva, quando uma lancha que vinha na direção oposta ‘atropelou’ o barco. Além disso, a lancha estaria na via errada, ou seja, como se estivesse na contramão.

Para o filho do pescador, houve imprudência por parte do piloto da lancha, que conforme relato de testemunhas chegou a subir em cima da outra embarcação, passando por cima das vítimas. Segundo o site Midiamax, a ponta da lancha bateu em Carlos, que morreu no local. Já o filho dele e o piloteiro sofreram ferimentos, sendo que o segundo ficou em estado grave e está internado no Hospital de Miranda.

Também no depoimento do filho de Carlos, ele afirma que o piloto da lancha, seria um servidor da Casa Civil do Governo de Mato Grosso do Sul e que seria genro de um parlamentar, jogou garrafas de bebida fora após o acidente. Ele afirma que chegou a ficar desacordado por alguns instantes após a batida e viu o piloto do barco em que ele estava dizer ao piloto da lancha “Você matou o cara”.

Foi neste momento que ele viu o pai, Carlos, em óbito. Em seguida, o funcionário comissionado do Governo que estava na lancha teria começado a jogar garrafas de bebidas alcoólicas na água, depois saiu e fugiu, segundo as vítimas. Ele acabou localizado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) em uma caminhonete Toyota Hilux, na BR-262, com a mulher e os filhos, que também estavam na embarcação.

Apesar de confessar que havia bebido, ele não quis fazer o teste de bafômetro, foi levado para a delegacia e ouvido, mas liberado. Foi apurado então que ele não tem o Arrais, documentação necessária para pilotar a embarcação, mas disse que era apto. Ele responderá pelo homicídio culposo e também por duas lesões corporais culposas, mas o caso segue em investigação. Tanto a Polícia Civil quando a Marinha fazem a perícia do caso.



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