Criança de 10 anos se vê livre da covid após 20 dias entre vida e morte em Campo Grande

Mariana, que nasceu com Síndrome de Down, venceu o vírus após viver a incerteza de voltar aos braços da mãe

| RAUL DELVIZIO / CAMPO GRANDE NEWS


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A final da tarde desta sexta-feira (30) se revelou como uma 'bênção' para a menina Mariana. Com apenas 10 anos, ela – que nasceu com Síndrome de Down – se encontrou entre a vida e morte após passar 20 dias entubada no CTI (centro de terapia intensiva) pediátrico do HR (Hospital Regional) de Campo Grande.

Pois pontualmente às 16h foi quando a garota virou a página da doença. Em um vídeo gravado por uma enfermeira do HR, os profissionais da saúde que atenderam a menina fizeram fila de aplausos e cumprimentos ao vê-la passar. Mariana, sentada na cadeira de rodas, era pura sorriso e segurava uma folha de papel que diz tudo: 'eu venci o covid-19'.

Assista o momento:

Chorei como nunca antes na minha vida. Foi a maior emoção ver minha filha de volta aos meus braços!'.

A fala é da mãe de Mariana, a comerciante e manicure Elza Eudete de Oliveira, de 38 anos. Assim como seu esposo Marcelo e a filha do casal, todos são naturais de Paranaíba, município distante 407 quilômetros da Capital.

A história de 'assombração' do novo coronavírus atingiu em cheio a família no início do mês de abril, porém foi Mariana a mais prejudicada.

'Quando meu marido testou positivo, eu senti os primeiros sintomas 4 dias depois. Logo em seguida, foi a minha filha', recorda a mãe. Por mais que os três fizeram teste rápido de covid, nem precisava de resultado para já saber que o temido vírus tinha adentrado a moradia.

O que começou com uma febre, tosse seca, garganta dolorida, muita indisposição e dor no fundo dos olhos, se agravou para Mariana. 'Fomos direto para o hospital de Paranaíba. Fizemos o raio-x, que na hora não mostrou nada. Já no 4º dia, averiguamos o nível de oxigênio no sangue e estava baixíssimo. Corremos para a clínica da cidade fazer tomografia e na sequência o médico acelerou para que ela fosse internada e transferida. Para se ter ideia, os exames acusaram 50% de comprometimento nos seus pulmões', conta Elza.

E foi tudo no mesmo dia, 1º de abril. Saíram às 23h do município no interior do Estado e chegaram às 3h na Capital. 'Graças a Deus foi tudo muito rápido. Já até tinha equipe completa no CTI pediátrico do Hospital Regional à espera da gente', comemorou na época.

Porém seriam ainda mais 20 dias de aflição. O que vinha como uma melhora positiva, na sequência a menina piorava significamente. 'Me apavorava o fato dos cuidados serem tão invasivos, mas o que me deixava forte nessa hora era a fé e esperança que eu tinha dela sair de lá. Aliás, justamente por causa dos procedimentos, dela estar sendo cuidado, foi possível ter filha novamente em meus braços', ressalta a mãe.

Xodó da família, todo mundo comemorou a vitória da pequena. Com Síndrome de Down, a mãe assegura que a filha não possui as comorbidades comuns a quem possui a síndrome, como diabetes, sobrepeso acentuado e cardiopatias. Porém, mesmo assim, Elza e Marcelo viveram dias de incertezas.

'Por 20 dias seu estado não era estável, portanto, gravíssimo. Teve duas vezes que achei que não fosse mas ver minha novamente. Mas continuei firme em Deus… e aqui estamos', agradece.

Alegria – 'Hoje, quando ela pode ver o sol depois de quase um mês… nossa! Passou tanta coisa na minha cabeça. Mas ela veio ao meu lado, colocou as mãozinhas nos olhos e simplesmente sorriu. Com aquela vozinha ainda rouca me perguntou: 'o que foi mamãe? Tá tudo bem, não precisa mais chorar'. Só abracei ela. Amor de mãe é assim, não tem explicação', finaliza Elza.

Mariana continua no hospital, mas foi liberada da ala covid. Por enquanto, precisa finalizar as sessões de antibióticos e ficar fortinha. Segundo a mãe, a filha segue bem: já está andando, tomando banho de chuveiro e se alimentando.

Elza, Marcelo e os irmãos de Mariana já têm motivos de sobra para comemorar – principalmente a pequena, que tem o sonho de ser blogueira. Na descrição do seu perfil no Instagram, que é monitorado pela irmã mais velha, um recado:

Por aqui, um cromossomo a mais: o do amor'.

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