Boi gordo: mercado não vê reação e preços devem seguir em queda

Com maior oferta, o ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de queda do boi gordo no curto prazo, diz analista da Safras

| CANAL RURAL/POR AGêNCIA SAFRAS


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O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais baixos nesta quinta-feira, 29. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado apresenta maior volume de ofertas e, assim, o ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de queda no curto prazo.

“As pastagens no Centro-Oeste seguem em processo de degradação, reduzindo a capacidade de retenção por parte do pecuarista. A safra de boi gordo está cada vez mais próxima do seu ápice, ou seja, os frigoríficos não devem encontrar tamanha dificuldade na composição de suas escalas de abate ao longo do mês de maio”, diz Iglesias.

A preocupação em relação à oferta aumenta no início da entressafra. Conforme Iglesias, com uma possível redução do confinamento de primeiro giro, o mercado vai novamente se deparar com um quadro de restrição de boiadas disponíveis para comercialização. Por conta disso, o ágio entre animais destinados ao mercado doméstico e animais padrão China segue em média a R$ 10 por arroba, podendo alcançar até R$ 15 por arroba, conforme a região produtora.

Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 312, ante R$ 314 na quarta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 295, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 300 ante R$ 302. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 308, contra R$ 309. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 305 a arroba, inalterados.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, a expectativa em termos de consumo é positiva para a primeira quinzena de maio, considerando que, além da entrada dos salários na economia, há também as comemorações relacionadas ao Dia das Mães, data que tradicionalmente motiva o consumo de carnes.

Mas a predileção do consumidor médio seguirá sobre cortes que causem um menor impacto em sua renda média, algo bastante natural em função das dificuldades macroeconômicas de 2021. “Portanto, o quarto dianteiro e principalmente a carne de frango seguem como escolhas prioritárias de uma grande parcela da população”, destaca Iglesias.

Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,65 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 18,00 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,95 o quilo.



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