Entendendo o TAS-Transtorno de Ansiedade de Separação!

| DOURADOSNEWS / LUCIANE SPERAFICO


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A Psicopedagoga e Psicoterapeuta Cognitiva Comportamental “Luciane Sperafico” explica um pouco mais sobre o Transtorno de Ansiedade de Separação, conhecido por (TAS). Conforme o DSM V, classificado no CID 10 F93.0, o mesmo se caracteriza pela experimentação de Ansiedade excessiva em função do afastamento de casa ou de figuras de vinculação.

A Ansiedade de Separação é o nome atribuído ao sentimento de uma criança quando ela nota que está afastada dos pais, ainda que seja por poucos instantes. Ela faz parte do desenvolvimento e costuma ter seu pico entre o 10º e o 18º mês de vida.

O início, no entanto, pode ser bem antes: já a partir do 4º mês, quando o bebê começa a perceber que a mãe é uma pessoa distinta dele, apesar de depender dela inteiramente, e isso se transforma em um temor de que ela desapareça ou o abandone. O transtorno de ansiedade de separação na infância envolve ansiedade persistente e intensa sobre se estar longe de casa ou separado de pessoas com as quais a criança tem apego, em geral a mãe. Algum grau de ansiedade de separação é normal e ocorre em quase todas as crianças, especialmente em crianças muito pequenas. 

Sinais de alerta da Ansiedade de Separação em crianças: *A Associação Americana de Psicologia (APA) indica que o principal sintoma é o sofrimento profundo e inapropriado após a separação de entes queridos (normalmente os pais) ou até do lar.

Por exemplo a ansiedade de separação da mãe. *Medos excessivos e persistentes ou preocupações antes e no momento da separação; *Preocupação persistente e excessiva acerca de perder, ou sobre possíveis perigos envolvendo figuras importantes de vinculação; *Relutância persistente ou recusa a ir para a escola ou a qualquer outro lugar, em razão do medo da separação; *Evitação persistente ou tentativas de escapar da situação de separação.  Nas crianças, os sintomas comportamentais também incluem: – O choro, agarrar-se aos pais; – Chamar pelos pais depois de terem partido. *Temor excessivo e persistente ou relutância em ficar sozinho ou sem as figuras importantes de vinculação em casa ou sem adultos significativos em outros contextos; *Relutância ou recusa persistente a ir dormir sem estar próximo a uma figura importante de vinculação ou a pernoitar longe de casa; *Pesadelos repetidos envolvendo o tema da separação; *Repetidas queixas de sintomas somáticos (cefaléias, dores abdominais, dificuldade em dormir, náusea ou vômitos) quando a separação de figuras importantes de vinculação ocorre ou é prevista.

O que causa a Ansiedade de Separação? Como em qualquer outro transtorno de ansiedade, existe uma interação de fatores biológicos e ambientais. Crianças com predisposição genética para a ansiedade podem apresentar este transtorno, risco que cresce progressivamente se ela viver em um ambiente estressante, em famílias ansiosas e passar por alguma situação traumática. É importante observar o comportamento de pais e familiares: se eles demonstram preocupação excessiva com doenças, assaltos, desastres ou mesmo acontecimentos do cotidiano na presença da criança. Esta característica não só sinaliza para a predisposição genética, como também cria a predisposição psicológica, já que a criança estrutura sua personalidade principalmente com as pessoas e ambientes em que passa mais tempo.

Além disso, o costume de controlar o comportamento da criança com base em ameaças sobrenaturais e imaginárias (“bicho-papão”, “homem do bueiro”, “cuca”, “papai do céu vai te castigar”) predispõe a criança a ter reações de ansiedade frente a perigos inexistentes, demandando assim a presença integral da figura de vinculação importante para se sentir segura. Segundo a psicoterapeuta “Luciane Sperafico” é indicado a terapia comportamental que é usada para tratar o transtorno de ansiedade de separação. Ela envolve ensinar os pais e cuidadores a manter as cenas de despedida tão curtas quanto possível e treiná-los no sentido de reagir à lamentação de maneira sensata. Psicoterapia individual e de família também são úteis. Capacitar as crianças a retornar à escola é um objetivo imediato. Isso exige que os profissionais, os pais e os funcionários da escola trabalhem como uma equipe. Ajudar as crianças a formar um laço com um dos adultos da pré-escola ou escola pode ajudar. 

A origem do TAS (transtorno de ansiedade de separação) é complexa, estudos demonstram que ambos fatores biológicos (ex. genéticos, psicológicos, neurológicos) e ambientais (ex. relacionados com a família, experiências precoces, caraterísticas do temperamento da criança, relacionados com a escola) exercem um papel: Genéticos: crianças com pais ansiosos têm 5 vezes mais probabilidade de apresentar um transtorno de ansiedade; Psicológicos: processos de condicionamento ao medo; Relacionados com a família: baixo calor emocional parental, comportamentos parentais que desencorajam a autonomia da criança; pais superprotetores, apego inseguro (acima de tudo com a mãe); discórdia parental; separação ou divórcio, doença física em um dos pais, transtorno mental em um dos pais (principalmente de pânico ou depressão), pai egocêntrico ou imaturo, instável ou com comportamentos antissociais; O Psicoterapeuta comportamental deve selecionar a opção terapêutica mais adequada para cada caso especifico. Considerando fatores associados ao transtorno (severidade, duração, disfunção devido aos sintomas).

Independentemente da técnica escolhida, é fundamental que se construa uma boa aliança terapêutica entre o profissional de saúde, a criança e a família. O texto foi esclarecedor? Se ainda restaram dúvidas ou se você deseja fazer uma avaliação Psicodiagnóstica, deixe seu comentário aqui no post! Ou agende uma consulta conosco!  Atendimento com crianças, adolescentes, adultos e idosos. 

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Os contatos: (67)999548716 / (67)34210550 Rua Ciro Melo, 2280 Centro- Dourados/MS Facebook- Cenaipp

“Sobre a Profissional- LUCIANE SPERAFICO” *Mestre em Psicologia * Especialista Em Psicoterapia Cognitivo Comportamental  *Especialista Em Neuropsicologia *Formação Em programas de Habilitação e Reabilitação Neuropsicológica “Luriana” (PHNL) * Psicanalista * Psicopedagoga  * Pedagoga  * Neuropedagoga * Hipnoterapeuta * Especialista Em Educação Especial com ênfase em Autismo *Tutora Cogmed- Treinamento de Memória Operacional  * Screener da Síndrome de Irlen *Analista Comportamental DISC pela SLAC * Coaching de Carreira &Coaching Vocacional *Facilitadora da metodologia LEGO SERIOUS PLAY e POINTS OF YOU *Formação em Psicologia Positiva  *Formação em Terapia do Esquema *Atualização em Mindfulness  



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